# ÍNDICE HISTÓRICO DO FUTEBOL BRASILEIRO — IHFB

## BLOCO 3 — VARIÁVEIS UTILIZADAS PARA DETERMINAR O PESO

### REGULAMENTO DE VARIÁVEIS E MENSURAÇÃO — VERSÃO 1.0

**BLOCO 3 APROVADO — versão 1.0**  
**Data da aprovação e do congelamento:** 13 de agosto de 2026  
**Estado:** **aprovado e congelado** por autorização expressa do responsável pelo projeto  
**Versão anterior preservada:** proposta 0.1, de 13 de agosto de 2026  
**Dependências normativas:** subordinada ao **Regulamento de Elegibilidade do IHFB — versão 1.0** e ao **Regulamento de Classificação e Hierarquia Competitiva do IHFB — versão 1.0**, ambos aprovados e congelados  
**Escopo:** definir quais dimensões poderão influenciar o valor histórico de uma competição–edição, como serão separadas e quais dados não poderão funcionar como variáveis independentes. Este bloco **não escolhe pesos, escalas numéricas, limites de coeficientes ou fórmula de agregação**.

### Registro de aprovação

Esta versão consolida, sem alteração metodológica material, a proposta 0.1 aprovada expressamente pelo responsável pelo projeto. As **51 decisões** enumeradas na Seção 11 passam a integrar a metodologia congelada do IHFB.

A manifestação de aprovação mencionou “50 perguntas finais”, mas aprovou expressamente o **Bloco 3 inteiro**. A proposta validada e apresentada continha 51 decisões: a diferença de contagem decorre da inclusão, ainda na versão 0.1 e antes de sua apresentação, da decisão 36, que separa competições classificatórias externas — SAC — de preliminares internas — DCT. Com isso, a reafirmação de que o bloco não define fórmula passou a ocupar a posição 51. Por isso, o registro formal abrange o conjunto completo, sem inclusão posterior de regra nova.

Qualquer modificação futura dependerá de autorização expressa, enquadramento no Art. 136, registro da regra anterior e da nova regra, análise do impacto esperado e publicação de nova versão.

| Versão | Data | Estado | Alteração |
|---|---|---|---|
| 0.1 | 13 ago. 2026 | Proposta preservada | Formulação original submetida à análise |
| 1.0 | 13 ago. 2026 | Aprovada e congelada | Consolidação formal da proposta 0.1, sem mudança metodológica material |

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## 1. Problema que precisamos resolver

O peso de uma competição é um conceito histórico complexo e não diretamente observável. Não existe um documento capaz de informar, sozinho, que determinada edição “valia” certo número de pontos. O IHFB precisará inferir esse valor a partir de dimensões distintas, documentadas e comparáveis.

O primeiro risco é confundir **dado disponível** com **variável válida**. Número de participantes, partidas, público, premiação, alcance territorial, força dos clubes e prestígio não representam a mesma coisa. Somá-los indiscriminadamente produziria uma fórmula extensa, mas não necessariamente justa.

O segundo risco é a **dupla contagem**. Uma mesma realidade pode aparecer sob vários nomes:

- clubes fortes elevam a qualidade média, a qualidade das fases decisivas e a dificuldade dos confrontos;
- grande prestígio tende a aumentar público, cobertura, receitas e prioridade das escalações;
- ampla abrangência tende a aumentar diversidade territorial e, em certos contextos, o universo de classificação;
- formato longo aumenta partidas e exposição competitiva, mas essas duas medidas podem descrever o mesmo fenômeno.

Se cada manifestação for somada como dimensão autônoma, o IHFB premiará repetidamente a mesma característica.

O terceiro risco é a **circularidade**. Não poderemos concluir que uma competição era forte porque certos clubes venceram e, depois, usar o peso assim obtido para elevar esses mesmos clubes no ranking. A força deverá ser estimada antes do resultado da edição, por dados externos à campanha pontuada.

O quarto risco é o **viés de disponibilidade histórica**. Competições recentes possuem dados de audiência, receitas, elencos, rankings e escalações em quantidade muito superior à dos torneios antigos. A ausência de dados não pode ser transformada automaticamente em ausência de valor.

O quinto risco é o **anacronismo de escala**. Premiação nominal, quantidade absoluta de países, média de público ou número de partidas não são diretamente comparáveis entre 1910, 1950, 1990 e 2026.

Portanto, o Bloco 3 deve responder:

> **Quais dimensões distintas e historicamente justificadas compõem o valor de uma competição, quais dados apenas ajudam a medi-las e quais salvaguardas impedirão que o índice seja circular, redundante ou presentista?**

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## 2. Proposta metodológica

### 2.1 Conceito de valor histórico da competição

Para o IHFB, o **valor histórico da competição–edição** será a importância esportiva acumulável atribuível, de modo impessoal e anterior à identidade do vencedor, à conquista daquela disputa em seu próprio sistema e tempo histórico.

O conceito combina:

- posição estrutural no sistema;
- alcance e representatividade;
- seletividade para ingressar;
- força esportiva do campo;
- exigência do percurso interno;
- prestígio contemporâneo;
- prioridade competitiva efetivamente demonstrada.

Ele não mede popularidade atual, quantidade de títulos de um clube, fama posterior do campeão nem preferência do pesquisador.

### 2.2 Arquitetura em quatro camadas

Recomenda-se a seguinte arquitetura:

| Camada | Conteúdo | Função |
|---|---|---|
| **E — Elegibilidade** | Decisão EP do Bloco 1 | Autoriza entrada no ranking principal |
| **S — Estrutura** | PEC e MHE do Bloco 2 | Define âmbito, estrato, função, centralidade, autonomia e relações obrigatórias |
| **V — Valoração** | Seis variáveis diretas deste bloco | Descreve as dimensões que poderão determinar o peso |
| **Q — Qualidade e incerteza** | fontes, grau documental, lacunas e intervalos | Controla confiança; não aumenta nem reduz o valor esportivo |

O fator de resultado — campeão, vice, terceiro, semifinalista — pertencerá ao Bloco 11 e à fórmula final. Ele não integra o peso intrínseco da competição.

```mermaid
flowchart TD
    E["Elegibilidade — Bloco 1"] --> S["Estrutura — PEC/MHE"]
    S --> V["Seis variáveis valorativas"]
    V --> M["Modelo matemático — Bloco 14"]
    Q["Qualidade e incerteza"] --> V
    Q --> M
```

### 2.3 Matriz de Valoração Histórica — MVH

Cada competição–edição elegível receberá uma **Matriz de Valoração Histórica — MVH**. Ela reunirá:

1. identificação da competição–edição;
2. PEC e vínculos do MHE;
3. seis variáveis diretas;
4. indicadores atribuídos a cada variável;
5. data de corte dos dados esportivos;
6. universo de comparação contemporâneo;
7. fontes, evidências favoráveis e contrárias;
8. grau documental;
9. eventual valor herdado de uma era;
10. lacunas, proxies e incerteza;
11. responsável e versão.

### 2.4 Vetor de Variáveis da Competição — VVC

O núcleo da MVH será o **Vetor de Variáveis da Competição — VVC**:

\[
VVC = (ARC,\ SAC,\ FCP,\ DCT,\ IPC,\ PCE)
\]

Essa expressão apenas enumera as dimensões. **Não é uma fórmula de pontuação.**

| Código | Variável direta | Pergunta central |
|---|---|---|
| **ARC** | Alcance e Representatividade Competitiva | Qual parcela e diversidade do universo futebolístico relevante a competição integrava? |
| **SAC** | Seletividade de Acesso à Competição | Quão exigentes e exclusivas eram as diferentes rotas de entrada, distinguindo vagas ordinárias e excepcionais? |
| **FCP** | Força Competitiva dos Participantes | Qual era a força esportiva, anterior ao torneio, do campo participante? |
| **DCT** | Dificuldade Competitiva do Caminho ao Título | Que exigência estrutural o formato impunha, dentro da competição, até a conquista? |
| **IPC** | Prestígio Contemporâneo | Quanto a competição significava social, simbólica e institucionalmente em sua própria época? |
| **PCE** | Prioridade Competitiva Efetiva | Quanto os participantes demonstravam, por conduta esportiva concreta, priorizar a disputa? |

### 2.5 Por que IPC e PCE serão separados

Prestígio e prioridade são relacionados, mas não idênticos.

- **IPC** mede reputação, significado, centralidade simbólica e reconhecimento contemporâneo.
- **PCE** mede comportamento: escalações, planejamento, declarações operacionais, decisões diante de conflitos de calendário, desistências e investimento esportivo.

Uma competição poderá conservar elevado prestígio social enquanto os clubes a sacrificam temporariamente por conflito de calendário. Outra poderá receber grande investimento esportivo por incentivo econômico sem ter adquirido igual prestígio histórico. A separação permitirá identificar essas situações e testar estatisticamente a correlação antes de agregá-las.

### 2.6 Condicionantes estruturais, não variáveis duplicadas

AEC, EVC, FSC, HSC e AUT permanecerão como **condicionantes estruturais**. Eles definirão o envelope dentro do qual o peso será calculado e imporão testes de coerência.

- AEC e URE alimentarão ARC, mas não receberão segunda pontuação autônoma.
- EVC preservará a posição na pirâmide.
- FSC indicará a função comparável.
- HSC preservará a centralidade documentada.
- AUT determinará se há resultado pontuável.

### 2.7 Dicionário de Indicadores do IHFB

Será criado um **Dicionário de Indicadores — DIC-IHFB**. Todo indicador deverá ter:

- definição;
- variável principal à qual pertence;
- polaridade esperada;
- unidade original;
- universo e período de referência;
- fonte preferencial;
- tratamento histórico;
- limitações;
- regra para ausências e extremos;
- possibilidade ou não de uso como evidência corroborativa em outra dimensão.

Cada indicador terá **uma única residência valorativa principal**. Ele poderá corroborar outra dimensão em texto, mas não será somado numericamente duas vezes.

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## 3. Critérios

### 3.1 Teste de Inclusão de Variável — TIV

Uma dimensão somente poderá permanecer como variável direta se satisfizer cumulativamente:

1. **relevância conceitual:** representar parte necessária do valor histórico;
2. **distinção:** não ser simples repetição de outra variável;
3. **observabilidade:** possuir indicadores documentáveis;
4. **historicidade:** poder ser interpretada segundo a época;
5. **neutralidade clubística:** não depender do clube beneficiado;
6. **não circularidade:** não usar a própria campanha que será pontuada para justificar seu peso;
7. **comparabilidade controlada:** admitir normalização ou comparação contextual;
8. **auditabilidade:** permitir reconstrução por terceiro.

Quando uma medida não satisfizer o teste, será classificada como:

- **IA — indicador auxiliar**, se ajudar a medir variável direta;
- **MD — metadado descritivo**, se apenas caracterizar a edição;
- **VP — variável proibida**, se introduzir circularidade, favoritismo ou anacronismo;
- **PD — pendente**, se a justificação ainda não estiver resolvida.

### 3.2 Unidade e granularidade temporal

A unidade final continuará sendo a competição–edição.

Uma variável poderá ser estimada por **era** quando houver estabilidade demonstrável, mas o valor herdado permanecerá registrado em cada edição. Não se exigirá que todas as dimensões tenham a mesma granularidade:

- ARC, SAC, FCP e DCT tenderão a exigir atualização por edição ou por mudanças regulamentares próximas;
- IPC e PCE poderão, quando as evidências indicarem estabilidade, ser estimados por períodos históricos.

### 3.3 Regra de corte anterior ao resultado

ARC, SAC, FCP e DCT serão construídos com informações disponíveis até a data de início da edição ou com atos regulamentares posteriores que tenham efetivamente alterado seu curso.

Em especial:

- FCP utilizará força estimada **antes do primeiro jogo** da edição;
- o desempenho obtido dentro da própria edição não poderá elevar retroativamente a força de seu campo;
- o campeão, o vice e o placar da final não poderão alterar o peso comum da competição.

IPC e PCE poderão utilizar fontes produzidas durante a edição, desde que descrevam a competição e o comportamento geral dos participantes, sem converter a celebração particular do vencedor em medida automática de valor.

### 3.4 Perspectiva ex ante e igualdade do título da edição

O peso principal será definido para a competição–edição e aplicado igualmente ao resultado equivalente de todos os clubes.

O caminho particular realizado pelo campeão — sorteio favorável, adversário específico, classificação por pênaltis ou bye individual — não alterará silenciosamente o peso da edição. Eventual ajuste limitado de campanha exigirá regra futura expressa, impessoal e submetida aos Blocos 11, 13 e 14.

### 3.5 Normalização histórica

Os indicadores deverão ser relativizados ao **ecossistema futebolístico disponível na época**.

Exemplos de tratamento:

- premiação em proporção a receitas, salários, bilheterias ou premiações comparáveis do período, nunca apenas em moeda nominal;
- público em relação à capacidade, população, médias locais e competições concorrentes, nunca apenas pelo número bruto;
- representatividade em relação às jurisdições e centros esportivos existentes e integráveis no período;
- força esportiva por desempenho contemporâneo ou imediatamente anterior, não por fama acumulada posteriormente;
- profissionalismo conforme os padrões possíveis da época, sem penalização cronológica automática.

### 3.6 Universo contemporâneo de comparação

Cada estimativa deverá indicar contra qual conjunto foi comparada:

- competições do mesmo sistema e período;
- competições de função semelhante;
- participantes ou jurisdições contemporâneos;
- calendário de objetivos disponível aos clubes naquele momento.

Comparações entre épocas somente ocorrerão após normalização e nunca por valores nominais.

### 3.7 Qualidade documental

Aplicam-se os graus A, B, C e D dos Blocos 1 e 2.

- Qualidade documental não será bônus nem penalidade esportiva.
- Grau inferior ampliará incerteza ou impedirá estimativa definitiva.
- Ausência de dado não equivalerá a zero.
- Uma edição antiga não receberá valor menor por possuir arquivo menos completo.

### 3.8 Proxies

Proxy será admitida somente quando:

1. a variável teoricamente necessária não tiver medida direta disponível;
2. houver relação histórica e causal justificável;
3. a fonte, o período e a limitação forem declarados;
4. a proxy não for construída a partir do ranking final do IHFB;
5. a segurança alcançar grau A ou B.

Toda proxy receberá marcador próprio e será incluída na análise de sensibilidade.

### 3.9 Dados ausentes

Será vedado:

- preencher ausência com zero;
- transportar automaticamente o valor de uma era posterior;
- usar média de outras competições sem justificativa;
- atribuir valor “intuitivo” para completar a planilha.

As opções válidas serão: busca adicional, herança de era demonstrada, proxy documentada, intervalo de incerteza ou estado pendente.

### 3.10 Dupla contagem conceitual e estatística

O controle ocorrerá em duas etapas:

1. **auditoria conceitual:** verificar se dois indicadores medem a mesma realidade por definições diferentes;
2. **auditoria estatística:** testar correlação, colinearidade e influência conjunta quando houver base suficiente.

Alta correlação não eliminará automaticamente uma dimensão conceitualmente distinta. Porém, indicadores redundantes não poderão acumular peso sem correção expressa.

### 3.11 Princípios exigidos da futura fórmula

Sem definir a fórmula, o Bloco 3 recomenda congelar os seguintes requisitos:

- **monotonicidade:** melhora inequívoca em uma variável, mantidas as demais, não poderá reduzir o valor;
- **limites controlados:** nenhuma dimensão poderá multiplicar livremente o peso;
- **compensação limitada:** desempenho extremo em uma dimensão não poderá apagar deficiência grave em todas as demais;
- **decomponibilidade:** toda pontuação deverá ser explicável por seus componentes;
- **parcimônia:** indicadores redundantes não serão mantidos por mera disponibilidade;
- **coerência estrutural:** a fórmula deverá respeitar as relações congeladas no PEC e no MHE;
- **robustez:** escolhas razoáveis alternativas serão testadas no Bloco 15.

### 3.12 Variável 1 — ARC: Alcance e Representatividade Competitiva

#### Definição

ARC mede até que ponto a competição integrava, de forma formal e material, a diversidade territorial e institucional relevante do futebol de sua época.

#### Componentes candidatos

- AEC e URE;
- amplitude do sistema de competições alimentadoras;
- proporção das jurisdições ou centros relevantes alcançáveis;
- diversidade efetiva da representação;
- barreiras territoriais ou institucionais não esportivas;
- concentração excessiva do campo em relação ao universo pretendido;
- continuidade da integração ao longo da edição ou era.

#### Salvaguardas

- ARC não mede força esportiva.
- ARC não será igual ao número bruto de estados, países ou continentes.
- Uma final entre campeões não será considerada pouco representativa apenas por possuir dois participantes; sua árvore de classificação integrará a análise.
- Um convidado externo isolado não ampliará automaticamente ARC.
- A abrangência formal sem integração material será registrada, não presumida como representatividade plena.

### 3.13 Variável 2 — SAC: Seletividade de Acesso à Competição

#### Definição

SAC mede quão exigentes e exclusivas eram, para os clubes do universo pertinente, as diferentes rotas de entrada na edição. A rota ordinária formará a referência principal; convites, sede, defesa de título e outras vagas excepcionais serão registrados separadamente e integrarão o perfil de acesso sem serem artificialmente convertidos em mérito esportivo.

#### Componentes candidatos

- quantidade de vagas em relação ao universo elegível;
- desempenho necessário em competição alimentadora;
- conquista de título, colocação ou ranking exigido;
- duração e dificuldade institucional da rota classificatória;
- número de filtros sucessivos;
- vagas diretas e entradas em fases posteriores;
- mérito esportivo, condição de campeão, defesa de título, sede, convite ou escolha comercial;
- heterogeneidade entre rotas.

#### Salvaguardas

- SAC será calculada por **rota de acesso**, não pela rota particular do futuro campeão.
- Convite não será tratado automaticamente como ausência total de seletividade; sua natureza será examinada.
- Classificação como campeão de disputa anterior deverá registrar sua elevada seletividade sem repetir integralmente a pontuação daquela conquista.
- Uma vaga de anfitrião, convite comercial ou escolha discricionária não receberá a mesma presunção de seletividade de uma vaga conquistada esportivamente.
- Poucos participantes poderão coexistir com SAC elevada.
- A árvore alimentadora poderá aparecer em ARC e SAC apenas por propriedades diferentes: **amplitude e diversidade** pertencerão a ARC; **exigência e exclusividade da vaga** pertencerão a SAC.
- Partidas oficialmente integrantes da própria competição, inclusive preliminares, pertencerão a DCT. Resultados obtidos em competições externas que concedam a vaga pertencerão a SAC. O mesmo jogo não será contado nas duas dimensões.

### 3.14 Variável 3 — FCP: Força Competitiva dos Participantes

#### Definição

FCP mede a distribuição de força esportiva do campo participante imediatamente antes da edição.

#### Componentes candidatos

- força máxima ou topo do campo;
- força média ou mediana;
- profundidade competitiva;
- força do segmento inferior do campo;
- dispersão entre participantes;
- presença ou ausência dos principais clubes elegíveis;
- força contemporânea das associações, estados, regiões ou ligas representadas;
- desempenho anterior em confrontos intersistêmicos comparáveis.

#### Métodos candidatos

- ratings dinâmicos baseados em resultados anteriores;
- coeficientes esportivos contemporâneos;
- janelas móveis de desempenho;
- resultados interestaduais, nacionais ou internacionais anteriores;
- força dos elencos, apenas como proxy documentada;
- indicadores estaduais ou regionais próprios para épocas sem integração suficiente.

#### Salvaguardas

- Nenhum rating atual será retroagido.
- A fama histórica posterior de um clube não elevará sua força na edição antiga.
- O desempenho na própria edição será excluído da estimativa ex ante.
- Valor de mercado será, quando existente, apenas proxy complementar e historicamente limitada.
- Média elevada não substituirá profundidade, e presença de uma potência não transformará sozinha todo o campo em elite.
- FCP não medirá prestígio, público ou alcance territorial.

O modelo definitivo de FCP será construído no Bloco 5.

### 3.15 Variável 4 — DCT: Dificuldade Competitiva do Caminho ao Título

#### Definição

DCT mede a exigência estrutural imposta ao participante, desde sua entrada na competição até o título, **condicionada à força do campo**.

#### Componentes candidatos

- quantidade esperada de adversários distintos;
- quantidade e natureza das etapas decisivas;
- necessidade de desempenho sustentado;
- risco de eliminação em cada etapa;
- proporção de participantes eliminada por fase;
- existência de grupos, liga, mata-mata ou sistema híbrido;
- jogos únicos, ida e volta, campo neutro ou mando distribuído;
- byes, entradas tardias, cabeças de chave e proteção de sorteio;
- assimetria entre caminhos possíveis;
- critérios de desempate;
- densidade de calendário e recuperação, quando estruturalmente comum ao campo;
- mudanças emergenciais de regulamento.

#### Salvaguardas

- Número de jogos não será indicador direto suficiente.
- Aleatoriedade não será confundida automaticamente com mérito ou grandeza.
- Mata-mata não será considerado inferior ou superior por natureza.
- Pontos corridos não serão considerados superiores apenas pela duração.
- A DCT será avaliada pela distribuição das rotas possíveis, não pelo caminho retrospectivo do campeão.
- FCP medirá **quem** estava no campo; DCT medirá **como** esse campo precisava ser superado.
- DCT não poderá ser usada isoladamente: competição longa contra campo fraco não superará automaticamente disputa curta entre campeões altamente selecionados.

### 3.16 Variável 5 — IPC: Prestígio Contemporâneo

#### Definição

IPC mede quanto a competição era reconhecida, desejada e simbolicamente valorizada por clubes, entidades, imprensa e público durante a própria época.

#### Componentes candidatos

- finalidade e linguagem institucional contemporânea;
- objetivos declarados por dirigentes, atletas e treinadores;
- posição simbólica no calendário;
- cobertura jornalística comparativa;
- repercussão pública;
- público e audiência contextualizados;
- valor institucional do troféu;
- consequências esportivas reconhecidas;
- premiação e receitas relativas;
- memória contemporânea imediatamente posterior, sem presentismo.

#### Salvaguardas

- Percepção de 2026 não substituirá fontes da época.
- Linguagem promocional isolada não bastará.
- Público bruto, dinheiro nominal e quantidade de páginas de jornal não serão comparados sem normalização.
- Tradição e longevidade poderão explicar prestígio, mas não gerarão bônus automático por antiguidade.
- Celebração do vencedor será evidência auxiliar, não medida exclusiva.

O IPC receberá metodologia específica no Bloco 4.

### 3.17 Variável 6 — PCE: Prioridade Competitiva Efetiva

#### Definição

PCE mede o compromisso esportivo efetivamente demonstrado pelos participantes com a competição.

#### Componentes candidatos

- força relativa das escalações diante dos atletas disponíveis;
- planejamento de temporada;
- uso dos principais jogadores nas fases relevantes;
- decisões em conflitos de calendário;
- deslocamentos, preparação e concentração;
- declarações operacionais coerentes com a conduta;
- desistências, recusas ou escalações deliberadamente enfraquecidas;
- distribuição da prioridade entre clubes e entre fases.

#### Salvaguardas

- Lesões, suspensões, limites de inscrição e convocações não serão confundidos com desinteresse.
- Rotação estratégica normal de elenco não significará automaticamente baixa prioridade.
- O comportamento isolado de um clube não definirá toda a competição.
- Serão distinguidas prioridade dos favoritos, prioridade média do campo e prioridade das fases decisivas.
- PCE não será inferida apenas da premiação.
- IPC e PCE serão testados quanto à redundância antes da agregação.
- Declaração simbólica de importância será evidência primária de IPC; para PCE, declarações precisarão ser confrontadas com decisões e condutas esportivas.

### 3.18 Indicadores auxiliares, sem peso autônomo

Recomenda-se classificar inicialmente como auxiliares:

| Dado | Residência principal | Motivo para não ser variável independente |
|---|---|---|
| Abrangência nominal | ARC/PEC | Nome não mede integração real |
| Número de participantes | ARC, SAC ou DCT | Pode significar amplitude, baixa seletividade ou apenas formato |
| Número de partidas | DCT | Não mede sozinho a exigência |
| Formato | DCT | É mecanismo, não valor em si |
| Premiação e receitas | IPC; contextualização da PCE | Dinheiro não equivale automaticamente a prestígio ou prioridade |
| Público e audiência | IPC | Dependem de capacidade, mercado e meios disponíveis |
| Escalações | PCE; proxy eventual de FCP | Medem conduta e disponibilidade, não todo o valor |
| Ranking dos participantes | FCP | É método de mensuração, não dimensão adicional |
| Vagas oferecidas ao campeão | IPC/HSC | Consequência sistêmica, não valor independente automático |
| Viagens e logística | DCT, se comuns e documentadas | Podem ser assimétricas ou refletir desorganização |
| Profissionalismo/amadorismo | contexto de FCP, IPC e PCE | É condição histórica, não desconto cronológico |
| Longevidade/tradição | evidência de IPC | Antiguidade não cria grandeza automaticamente |

### 3.19 Fatores que não serão variáveis de peso

Não influenciarão diretamente o peso:

- oficialidade: é porta de elegibilidade;
- nível do organizador: é metadado institucional;
- nome da competição;
- clube campeão ou vice;
- quantidade de títulos que o campeão já possui;
- posição futura do clube no IHFB;
- reconhecimento administrativo posterior, salvo como DIP e evidência contextual;
- importância atribuída por torcedores atuais;
- popularidade contemporânea dos clubes participantes;
- fama posterior de jogadores;
- existência de troféu fisicamente imponente;
- raridade decorrente de torneio realizado uma única vez;
- idade da competição isoladamente;
- número de jogos ou participantes isoladamente.

### 3.20 Restrições estruturais

A futura fórmula deverá passar por testes de coerência com o MHE:

1. V1 não poderá ficar abaixo de V2 da mesma pirâmide e era apenas por ruído de indicadores;
2. uma fase AU0 não poderá gerar peso autônomo;
3. qualificatória subordinada não poderá superar automaticamente sua competição-alvo;
4. HP/HPP e HS deverão respeitar a centralidade comprovada no mesmo contexto;
5. AEC maior não produzirá superioridade automática;
6. CCH não receberá posição predeterminada em relação às competições que lhe dão acesso;
7. comparações entre âmbitos e eras dependerão do conjunto completo de variáveis.

### 3.21 Compensação limitada

Nenhuma dimensão deverá, sozinha, definir o valor.

- grande alcance com campo fraco não será suficiente;
- grande força sem prestígio ou prioridade não será suficiente;
- prestígio enorme não apagará acesso trivial e campo reduzido de baixa força;
- formato longo não compensará automaticamente baixa qualidade;
- acesso dificílimo deverá ser reconhecido mesmo quando a competição final for curta.

A forma matemática da compensação — aditiva, geométrica, multiplicativa limitada, por faixas ou híbrida — será decidida apenas no Bloco 14.

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## 4. Justificativa histórica

O sistema futebolístico brasileiro não se desenvolveu de modo linear. Durante longos períodos, os campeonatos estaduais reuniram a elite disponível de seus centros; posteriormente surgiram disputas interestaduais, regionais, nacionais e continentais. O alcance formal, a força material e o prestígio não cresceram sempre juntos.

Essa história exige separar:

- **integração territorial** de **qualidade esportiva**;
- **dificuldade para obter vaga** de **dificuldade dentro do torneio**;
- **reputação social** de **prioridade comportamental**;
- **posição estrutural** de **mensuração matemática**.

Regulamentos contemporâneos demonstram por que essas separações são necessárias. Uma mesma copa pode possuir várias rotas de acesso e fazer clubes iniciarem em fases diferentes. Uma competição global pode reunir poucos classificados diretos, mas exigir títulos continentais ou desempenho plurianual para a vaga. Logo, participantes e partidas não resumem a seletividade.

Também não existe uma ordem universal entre formatos. Estudos de desenho de torneios mostram que ligas, mata-matas e sistemas híbridos apresentam combinações diferentes de eficácia, aleatoriedade, justiça, quantidade de partidas relevantes e proteção aos mais fortes. Isso confirma a decisão de tratar formato como insumo de DCT, e não como peso pronto.

Por fim, a construção de índices compostos exige teoria anterior à fórmula, controle de indicadores correlacionados, tratamento explícito de dados ausentes, decomposição e análise de sensibilidade. Esses princípios são particularmente importantes no IHFB, em que o resultado final será altamente visível e sujeito a interpretações clubísticas.

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## 5. Vantagens

1. **Separa conceitos diferentes:** força, acesso, formato e prestígio deixam de ser misturados.
2. **Reconhece finais seletivas:** poucas partidas não significam necessariamente baixo valor.
3. **Evita inflação de campeonatos longos:** partidas não valem por si mesmas.
4. **Evita inflação de torneios nominativamente amplos:** alcance formal não substitui representatividade material.
5. **Impede circularidade clubística:** o resultado pontuado não constrói seu próprio peso.
6. **Preserva competições antigas:** escassez documental vira incerteza, não zero.
7. **Permite mudanças por era:** IPC e PCE podem variar sem alterar a identidade da competição.
8. **Reduz dupla contagem:** cada indicador possui residência principal.
9. **Mantém auditabilidade:** o peso futuro poderá ser decomposto nas seis dimensões.
10. **Prepara a sensibilidade:** proxies, correlações e intervalos já serão registrados.
11. **Mantém neutralidade:** a mesma MVH será aplicada a qualquer clube.

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## 6. Riscos

| Risco | Consequência possível | Salvaguarda proposta |
|---|---|---|
| Seis dimensões parecerem complexas | Base difícil de preencher | Dicionário padronizado e indicadores mínimos |
| ARC repetir AEC | Dupla premiação da abrangência | AEC como insumo estrutural, sem pontuação duplicada |
| SAC duplicar título classificatório | Inflação de competições de campeões | SAC mede barreira de entrada e terá limites futuros |
| FCP usar a própria edição | Circularidade | Data de corte anterior ao primeiro jogo |
| DCT premiar aleatoriedade | Torneio casual parecer mais valioso | Separar risco, exigência e robustez |
| IPC e PCE se sobreporem | Prestígio contado duas vezes | Definições distintas e teste de correlação |
| Dinheiro favorecer épocas recentes | Presentismo econômico | Valor relativo e uso apenas auxiliar |
| Falta de dados punir competições antigas | Deflação histórica | Ausência não é zero; proxies e intervalos |
| Proxies virarem opiniões | Subjetividade disfarçada | Relação causal e grau A/B obrigatórios |
| Muitos indicadores darem peso implícito | Dimensão com mais dados dominar | Agregação primeiro por dimensão, depois entre dimensões |
| Um caso excepcional moldar a regra | Favorecimento retroativo | Regras congeladas antes da base de clubes |

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## 7. Possíveis distorções e controles adicionais

### 7.1 Viés do campeão

Uma edição não será considerada forte porque seu vencedor se tornou historicamente grande. A análise usará o campo e as evidências existentes antes da competição.

### 7.2 Viés dos sobreviventes

Clubes extintos, ligas desaparecidas e centros posteriormente enfraquecidos serão avaliados conforme sua força contemporânea, não pela ausência atual.

### 7.3 Viés metropolitano

Maior cobertura jornalística preservada nos grandes centros não será tomada automaticamente como maior prestígio. Serão consideradas disponibilidade de arquivos, circulação, população e ecossistema de imprensa.

### 7.4 Viés monetário

Mercados maiores geram receitas superiores. Premiação será contextualizada e não poderá comprar, sozinha, um IPC elevado.

### 7.5 Viés de duração

Uma competição longa não será valorizada automaticamente; uma disputa curta não será automaticamente desvalorizada.

### 7.6 Viés de convite

Convite será classificado por natureza. Convite a campeão, convite por prestígio, convite institucional, escolha comercial e vaga de anfitrião não serão tratados como equivalentes.

### 7.7 Viés de profundidade documental

Dimensões com dezenas de indicadores não terão mais peso apenas por serem mais fáceis de medir. Os indicadores serão primeiro consolidados dentro da dimensão.

### 7.8 Inflação por alimentação competitiva

SAC reconhecerá o caminho classificatório, mas não copiará integralmente o valor da competição alimentadora para a competição seguinte.

### 7.9 Confusão entre equilíbrio e força

Campo equilibrado pode ser composto por clubes igualmente fortes ou igualmente fracos. Equilíbrio será lido junto de FCP, nunca isoladamente.

### 7.10 Ajuste retrospectivo da campanha

Adversários efetivamente enfrentados pelo campeão não substituirão a dificuldade ex ante do desenho. Qualquer ajuste de campanha permanecerá fora do modelo principal até decisão expressa futura.

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## 8. Exemplos apenas hipotéticos

| Caso hipotético | Leitura metodológica |
|---|---|
| Taça Alfa reúne somente dois campeões continentais | Poucos participantes e jogos; ARC pode ser ampla, SAC e FCP altas, DCT interna curta; valor dependerá do conjunto |
| Copa Beta possui 80 participantes por convite aberto e campo fraco | Grande número de participantes não cria SAC nem FCP elevadas automaticamente |
| Liga Gama reúne dez clubes muito fortes em quatro turnos | FCP e exigência sustentada potencialmente altas; quantidade de partidas entra apenas em DCT |
| Copa Delta tem mata-mata de jogo único entre clubes fortes | FCP alta e risco eliminatório elevado; aleatoriedade não será confundida com prova esportiva mais robusta |
| Torneio Épsilon é nacional no regulamento, mas quase todo o universo relevante foi excluído por barreira não esportiva | AEC permanece nacional; ARC material registra representatividade incompleta |
| Recopa Zeta exige que cada participante tenha vencido uma grande competição anterior | SAC elevada; a fase final curta não elimina a dificuldade de acesso nem repete automaticamente os pontos anteriores |
| Campeonato Eta conserva enorme tradição, mas clubes escalam reservas sistematicamente | IPC poderá permanecer relevante enquanto PCE será inferior; não se ocultará a divergência |
| Copa Teta oferece grande prêmio, mas pouca cobertura e pouca adesão dos participantes | Dinheiro será evidência contextual; não cria sozinho IPC ou PCE altos |
| Campeonato Iota possui poucos jornais preservados | Falta documental amplia incerteza; não produz nota zero |
| Torneio Capa é vencido por clube que posteriormente se torna potência | A fama posterior não altera FCP nem o peso da edição antiga |
| Série Lambda é a segunda divisão de pirâmide muito forte | FCP pode ser respeitável, mas a restrição estrutural V2 permanece |
| Copa Mi permite entradas em cinco fases diferentes | SAC e DCT serão calculadas por rotas; não se fingirá que todos percorreram o mesmo caminho |

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## 9. Alternativas

### Alternativa A — Peso apenas pela categoria espacial

Usaria uma tabela fixa estadual–regional–nacional–continental–mundial. É simples, mas viola o Bloco 2 e ignora força, acesso, prestígio e época.

### Alternativa B — Somar todos os dados disponíveis

Transformaria público, partidas, participantes, premiação e rankings em variáveis independentes. Parece objetivo, porém multiplica redundâncias e favorece épocas recentes.

### Alternativa C — Peso definido por especialistas caso a caso

Permite nuance histórica, mas reduz reprodutibilidade e facilita preferências clubísticas.

### Alternativa D — Modelo puramente estatístico derivado dos resultados finais

Usaria algoritmos para deixar os dados escolherem as variáveis e pesos. Poderia revelar padrões, mas confundiria importância histórica com a própria distribuição de vencedores e produziria circularidade.

### Alternativa E — Seis variáveis diretas, PEC condicionante e controle de incerteza

É a solução recomendada. Combina teoria histórica, dados esportivos, evidências contemporâneas, auditabilidade e posterior teste estatístico, sem entregar aos resultados dos clubes o poder de definir a metodologia.

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## 10. Recomendação

Adotar a **Matriz de Valoração Histórica — MVH** e o vetor de seis variáveis:

\[
(ARC,\ SAC,\ FCP,\ DCT,\ IPC,\ PCE)
\]

Essa arquitetura resolve a questão central formulada no projeto:

> **dificuldade total não é número de jogos; é a combinação controlada entre dificuldade de chegar, força do campo e dificuldade de vencê-lo, inserida no alcance, prestígio e prioridade de sua época.**

Recomenda-se também congelar que:

- PEC e MHE funcionem como condicionantes, sem duplicação numérica;
- formato, participantes, partidas, público e dinheiro sejam indicadores, não pesos prontos;
- todo indicador tenha residência principal;
- força seja estimada antes da edição;
- a edição tenha peso comum, independentemente do clube vencedor;
- incerteza documental permaneça separada do valor esportivo;
- a futura fórmula tenha compensação limitada e seja decomponível.

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# REGULAMENTO DE VARIÁVEIS E MENSURAÇÃO DO IHFB — VERSÃO 1.0

## CAPÍTULO I — OBJETO E PRINCÍPIOS

### Art. 1º — Objeto

O presente Regulamento define as variáveis que poderão determinar o peso histórico das competições–edições do IHFB.

### Art. 2º — Limite material

Este Regulamento não atribui pesos, pontos, escalas, coeficientes ou fórmula de agregação.

### Art. 3º — Dependência

Somente serão valoradas competições EP e estruturalmente classificadas nos termos dos Blocos 1 e 2.

### Art. 4º — Conceito de valor

Valor histórico é a importância esportiva atribuível à conquista de uma competição–edição em seu sistema e época, independentemente da identidade do vencedor.

### Art. 5º — Unidade

A unidade de valoração será a competição–edição.

### Art. 6º — Princípio ex ante

O peso da edição será construído sem utilizar o resultado que será pontuado como justificativa de seu próprio valor.

### Art. 7º — Princípio da contemporaneidade

Cada variável será interpretada conforme as oportunidades, estruturas e valores existentes na época.

### Art. 8º — Princípio da neutralidade

Nenhuma variável ou indicador dependerá do clube favorecido ou prejudicado.

### Art. 9º — Princípio da distinção

Variáveis deverão representar dimensões conceitualmente distintas.

### Art. 10 — Princípio da parcimônia

Não serão incluídos indicadores redundantes apenas porque estejam disponíveis.

### Art. 11 — Princípio da decomponibilidade

O peso futuro deverá poder ser decomposto em variáveis, indicadores, fontes e decisões.

### Art. 12 — Princípio da incerteza separada

Qualidade documental e incerteza não constituem valor esportivo.

## CAPÍTULO II — ARQUITETURA DE MENSURAÇÃO

### Art. 13 — Camada de elegibilidade

A decisão do Bloco 1 funcionará como porta de entrada e não como peso.

### Art. 14 — Camada estrutural

PEC e MHE definirão o envelope e as restrições de coerência da valoração.

### Art. 15 — Camada valorativa

A camada valorativa será composta pelas seis variáveis diretas previstas no Art. 21.

### Art. 16 — Camada de qualidade

Fontes, lacunas, proxies, graus documentais e intervalos integrarão camada própria.

### Art. 17 — Fator de resultado

Campeão, vice e outras colocações não constituem variáveis do peso da competição.

### Art. 18 — Matriz de Valoração Histórica

Cada edição terá MVH auditável e versionada.

### Art. 19 — Herança de era

Valor de variável poderá ser herdado de era documentada quando houver estabilidade e grau A ou B.

### Art. 20 — Granularidade variável

Dimensões distintas poderão usar granularidades temporais diferentes, desde que registradas.

## CAPÍTULO III — VARIÁVEIS DIRETAS E TESTE DE INCLUSÃO

### Art. 21 — Vetor de Variáveis da Competição

O VVC será composto por ARC, SAC, FCP, DCT, IPC e PCE.

### Art. 22 — Teste de Inclusão de Variável

Toda variável direta deverá satisfazer relevância, distinção, observabilidade, historicidade, neutralidade, não circularidade, comparabilidade e auditabilidade.

### Art. 23 — Indicador auxiliar

Medida que ajude a operacionalizar variável sem constituir dimensão própria será IA.

### Art. 24 — Metadado descritivo

Dado útil ao catálogo, mas sem função valorativa direta, será MD.

### Art. 25 — Variável proibida

Medida circular, clubística, anacrônica ou incapaz de interpretação consistente será VP.

### Art. 26 — Estado pendente

Dimensão ou indicador não resolvido permanecerá PD, sem preenchimento intuitivo.

### Art. 27 — Residência principal

Cada indicador terá uma única variável valorativa principal.

### Art. 28 — Corroboração

Indicador poderá corroborar narrativamente outra dimensão, sem segunda soma numérica.

### Art. 29 — Consolidação por dimensão

Indicadores serão consolidados dentro de cada variável antes da agregação entre variáveis.

### Art. 30 — Quantidade de indicadores

Dimensão com maior disponibilidade de dados não receberá, por esse motivo, maior peso.

## CAPÍTULO IV — CORTE TEMPORAL E DADOS

### Art. 31 — Data de corte esportiva

FCP será estimada em momento anterior ao primeiro jogo da edição.

### Art. 32 — ARC, SAC e DCT

ARC, SAC e DCT usarão regulamento e condições conhecidas no início, incorporando apenas alterações efetivamente aplicadas à edição.

### Art. 33 — Fontes durante a edição

IPC e PCE poderão usar fontes contemporâneas produzidas durante a disputa.

### Art. 34 — Proibição de vazamento do resultado

Título, vice, placar, adversários efetivamente vencidos e posição futura no IHFB não alimentarão o peso principal da edição.

### Art. 35 — Caminho realizado

O percurso específico do campeão não substituirá a distribuição ex ante dos caminhos possíveis.

### Art. 36 — Ajuste de campanha

Não haverá ajuste individual de campanha sem regra expressa aprovada em bloco posterior.

### Art. 37 — Universo de referência

Toda estimativa indicará sistema, período e conjunto contemporâneo de comparação.

### Art. 38 — Normalização

Valores nominais entre épocas não serão comparados sem contextualização.

### Art. 39 — Dados ausentes

Ausência de dado não equivalerá a zero.

### Art. 40 — Proxies

Proxy exigirá relação causal justificada, fonte identificada, marcador próprio e grau A ou B.

### Art. 41 — Extremos

Valores extremos serão auditados e não serão removidos ou limitados sem regra prévia.

### Art. 42 — Qualidade documental

Grau documental alterará confiança e incerteza, nunca o mérito esportivo diretamente.

## CAPÍTULO V — ARC

### Art. 43 — Definição de ARC

ARC mede alcance e representatividade territorial e institucional em relação ao ecossistema da época.

### Art. 44 — Insumos de ARC

AEC, URE, NOV, RPE, sistemas alimentadores, centros relevantes e restrições não esportivas serão considerados.

### Art. 45 — Alcance formal e material

Serão registrados separadamente alcance regulamentar e integração material.

### Art. 46 — Participantes brutos

Quantidade de participantes não definirá ARC isoladamente.

### Art. 47 — Árvores classificatórias

Em competições finais restritas, a representatividade dos sistemas alimentadores integrará ARC.

### Art. 48 — Convite externo

Convidado excepcional não ampliará automaticamente ARC.

### Art. 49 — Força

ARC não medirá qualidade esportiva dos participantes.

### Art. 50 — Oportunidade histórica

ARC será relativa às jurisdições e centros integráveis no período, sem exigir configuração posterior.

## CAPÍTULO VI — SAC

### Art. 51 — Definição de SAC

SAC mede a exigência e a exclusividade das diferentes rotas de entrada na edição, tomando a rota ordinária como referência principal e registrando separadamente as vagas excepcionais.

### Art. 52 — Rotas de acesso

Cada rota será identificada e analisada separadamente.

### Art. 53 — Elementos de SAC

Serão considerados vagas, universo elegível, filtros, colocações, títulos, rankings, fases de entrada e natureza do acesso.

### Art. 54 — Mérito esportivo

Classificação esportiva não será equiparada automaticamente a convite comercial ou discricionário.

### Art. 55 — Condição de campeão

Vaga obtida mediante título anterior constitui alta seletividade potencial, sujeita a limites contra duplicação.

### Art. 56 — Convites

Convites por prestígio, mérito antecedente, finalidade institucional, comércio ou sede serão distinguidos.

### Art. 57 — Heterogeneidade

Quando houver rotas diferentes, SAC conservará seus perfis em vez de fingir acesso uniforme.

### Art. 58 — Entradas tardias

Entrada em fase posterior será registrada em SAC e DCT, sem dupla soma do mesmo privilégio.

**Parágrafo único.** Competições externas que concedam vaga integrarão SAC; fases preliminares pertencentes à própria competição integrarão DCT.

### Art. 59 — Poucos participantes

Número reduzido de participantes não implica SAC baixa.

### Art. 60 — Duplicação classificatória

SAC reconhecerá a barreira de acesso sem reproduzir integralmente o valor da competição alimentadora.

## CAPÍTULO VII — FCP

### Art. 61 — Definição de FCP

FCP mede a distribuição ex ante da força esportiva dos participantes.

### Art. 62 — Dimensões internas

FCP registrará topo, tendência central, profundidade, base e dispersão do campo.

### Art. 63 — Ausências relevantes

Ausência dos principais clubes elegíveis será registrada em relação ao contexto da época.

### Art. 64 — Ratings e coeficientes

Ratings e coeficientes poderão ser usados se forem transparentes, contemporâneos e reproduzíveis.

### Art. 65 — Janelas anteriores

Resultados anteriores poderão formar janelas móveis sem incluir a edição valorada.

### Art. 66 — Liga, estado ou associação

Força sistêmica poderá servir de proxy quando não houver confrontos suficientes entre clubes.

### Art. 67 — Elencos

Qualidade de elenco será proxy complementar, não substituto automático de desempenho.

### Art. 68 — Valor de mercado

Valor de mercado não será medida universal e não será retroagido a épocas sem dados comparáveis.

### Art. 69 — Fama posterior

Prestígio futuro de clube ou jogador não alterará FCP histórica.

### Art. 70 — Equilíbrio

Equilíbrio do campo será interpretado em conjunto com o nível de força.

### Art. 71 — Edição valorada

Resultados da própria competição serão proibidos na estimativa principal de FCP.

### Art. 72 — Desenvolvimento posterior

O Bloco 5 definirá indicadores, janelas, normalização e modelo operacional de FCP.

## CAPÍTULO VIII — DCT

### Art. 73 — Definição de DCT

DCT mede a exigência estrutural do percurso interno até o título, condicionada a FCP.

### Art. 74 — Formato como insumo

Formato alimentará DCT e não constituirá peso independente.

### Art. 75 — Número de jogos

Quantidade de partidas não determinará DCT isoladamente.

### Art. 76 — Elementos de rota

Etapas, adversários esperados, eliminações, desempenho sustentado, mando, byes, cabeças de chave, sorteio e desempates serão considerados.

**Parágrafo único.** Nenhuma partida será simultaneamente tratada como filtro externo de SAC e etapa interna de DCT.

### Art. 77 — Aleatoriedade

Maior imprevisibilidade não significará automaticamente maior mérito ou valor.

### Art. 78 — Mata-mata

Mata-mata não será valorizado ou desvalorizado por natureza.

### Art. 79 — Liga

Pontos corridos não serão valorizados apenas por duração.

### Art. 80 — Formato híbrido

Cada fase de sistema híbrido será modelada conforme sua função.

### Art. 81 — Caminhos assimétricos

Distribuição de rotas e vantagens estruturais será preservada.

### Art. 82 — Campo forte

DCT e FCP interagirão futuramente, mas não contarão duas vezes a mesma força adversária.

### Art. 83 — Logística

Viagens, descanso e calendário somente entrarão quando forem estruturais, documentados e comparáveis.

### Art. 84 — Regulamento emergencial

Mudança efetivamente aplicada será registrada na edição extraordinária.

## CAPÍTULO IX — IPC

### Art. 85 — Definição de IPC

IPC mede o prestígio social, simbólico e institucional contemporâneo da competição.

### Art. 86 — Fontes contemporâneas

Serão privilegiados regulamentos, documentos de entidades e clubes, jornais, revistas, declarações e registros da época.

### Art. 87 — Evidências comparativas

Prestígio será avaliado em relação aos demais objetivos disponíveis no calendário contemporâneo.

### Art. 88 — Público e audiência

Dados serão contextualizados por capacidade, mercado, tecnologia e competições comparáveis.

### Art. 89 — Valor econômico

Premiação, receitas e bilheteria serão evidências relativas, não variável direta autônoma.

### Art. 90 — Tradição

Longevidade poderá sustentar IPC, mas não criará bônus automático.

### Art. 91 — Propaganda

Linguagem promocional isolada não demonstrará prestígio.

### Art. 92 — Reconhecimento posterior

Narrativa posterior somente contextualizará e não substituirá fontes contemporâneas.

### Art. 93 — Celebração

Celebração do vencedor será evidência auxiliar e não medida exclusiva.

### Art. 94 — Desenvolvimento posterior

O Bloco 4 definirá subindicadores, protocolo de fontes e escala de IPC.

## CAPÍTULO X — PCE

### Art. 95 — Definição de PCE

PCE mede o compromisso esportivo efetivamente demonstrado pelos participantes.

### Art. 96 — Escalações

Escalações serão comparadas com atletas disponíveis, contexto do elenco e fase da disputa.

### Art. 97 — Ausências involuntárias

Lesão, suspensão, convocação e impedimento regulamentar não significarão desinteresse.

### Art. 98 — Rotação

Rotação estratégica não reduzirá PCE automaticamente.

### Art. 99 — Conflito de calendário

Decisões diante de competições simultâneas serão evidência relevante.

### Art. 100 — Conduta coletiva

Um participante isolado não definirá PCE de toda a edição.

### Art. 101 — Fases

PCE poderá variar entre fases, desde que a regra de consolidação seja expressa.

### Art. 102 — Favoritos e campo

Serão distinguidas prioridade média, prioridade dos principais candidatos e cobertura do campo.

### Art. 103 — Incentivo econômico

Premiação poderá explicar incentivo, mas comportamento efetivo continuará necessário.

### Art. 104 — Relação com IPC

IPC e PCE permanecerão separados e serão submetidos a controle de correlação.

## CAPÍTULO XI — INDICADORES AUXILIARES E PROIBIÇÕES

### Art. 105 — Participantes

Número de participantes será IA de ARC, SAC ou DCT conforme o fenômeno medido.

### Art. 106 — Partidas

Número de partidas será IA de DCT.

### Art. 107 — Público

Público será IA de IPC, após contextualização.

### Art. 108 — Dinheiro

Valores econômicos serão IA e nunca serão comparados nominalmente entre épocas.

### Art. 109 — Organizador

Nível do organizador será MD e não peso.

### Art. 110 — Oficialidade

Oficialidade será porta de elegibilidade e não variável valorativa.

### Art. 111 — Nome

Nome, marca ou adjetivo promocional não influenciarão o peso diretamente.

### Art. 112 — Antiguidade

Idade ou raridade não serão bônus autônomos.

### Art. 113 — Identidade do clube

Campeão, vice, torcida, popularidade e total de títulos serão VP para a valoração da edição.

### Art. 114 — Ranking IHFB

Nenhuma pontuação do próprio IHFB será utilizada para estimar variáveis que alimentem o mesmo ranking.

### Art. 115 — Reconhecimento institucional

DIP será registrado sem gerar coeficiente automático.

### Art. 116 — Profissionalismo

Amadorismo, semiprofissionalismo e profissionalismo serão contextos históricos, não descontos cronológicos automáticos.

## CAPÍTULO XII — DUPLA CONTAGEM E COERÊNCIA

### Art. 117 — Auditoria conceitual

Todo indicador será examinado quanto à sobreposição teórica.

### Art. 118 — Auditoria estatística

Quando houver amostra suficiente, serão avaliadas correlação, colinearidade e influência conjunta.

### Art. 119 — Correlação não decisiva

Alta correlação não eliminará dimensão conceitualmente distinta sem análise material.

### Art. 120 — Redundância

Indicadores que medirem o mesmo fenômeno não acumularão peso sem correção.

### Art. 121 — Monotonicidade

Melhora inequívoca em variável, mantidas as demais condições, não reduzirá o valor futuro.

### Art. 122 — Compensação limitada

Nenhuma variável poderá compensar irrestritamente deficiência grave nas demais.

### Art. 123 — Limites

Coeficientes futuros terão intervalos controlados definidos no Bloco 14.

### Art. 124 — Coerência vertical

O modelo respeitará V1 > V2 > V3 dentro da mesma pirâmide e era.

### Art. 125 — Autonomia

AU0 não produzirá peso ou campanha independente.

### Art. 126 — Centralidade

Relações comprovadas entre HP, HPP e HS serão consideradas como restrições estruturais.

### Art. 127 — Qualificatória

HQ/QUA será estruturalmente subordinada à competição-alvo, preservado eventual título AU1 ou AU2.

### Art. 128 — Competições de campeões

CCH não terá ordem automática em relação às competições alimentadoras.

### Art. 129 — Abrangência

AEC maior não implicará peso superior isoladamente.

## CAPÍTULO XIII — DECISÃO, INCERTEZA E REVISÃO

### Art. 130 — Ficha mínima da MVH

A MVH registrará PEC, seis variáveis, indicadores, cortes, universos, fontes, graus, proxies, intervalos, controvérsias e versão.

### Art. 131 — Resultado por variável

Cada variável será classificada como estimável, herdada de era, estimada por proxy ou pendente.

### Art. 132 — Graus indispensáveis

Variável indispensável em grau C impedirá peso definitivo, salvo futura regra explícita de intervalo aprovada no Bloco 14.

### Art. 133 — Intervalos

Incerteza poderá ser representada por faixa, sem falsa precisão.

### Art. 134 — Sensibilidade

Inclusão de proxy, escolha de normalização e correlação entre variáveis integrarão a análise do Bloco 15.

### Art. 135 — Congelamento prévio

Pesos e fórmula somente serão definidos após congelamento das variáveis.

### Art. 136 — Revisão

Depois de congelada, a arquitetura somente poderá ser revista por erro factual ou matemático, nova evidência relevante, incoerência ou contradição, com autorização expressa e registro de versão.

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## 11. Decisões aprovadas e congeladas no Bloco 3

1. O valor histórico será definido de modo impessoal para a competição–edição, independentemente do vencedor.
2. O IHFB adota as quatro camadas E, S, V e Q.
3. Será criada uma MVH para cada competição–edição.
4. O VVC conterá exatamente seis variáveis diretas: ARC, SAC, FCP, DCT, IPC e PCE.
5. ARC medirá alcance e representatividade sem presumir força esportiva.
6. SAC medirá a dificuldade de obter vaga, por rota de acesso.
7. FCP medirá a força ex ante do campo participante.
8. DCT medirá a exigência interna do caminho ao título condicionada à força do campo.
9. IPC medirá prestígio social, simbólico e institucional contemporâneo.
10. PCE medirá prioridade esportiva efetivamente demonstrada.
11. IPC e PCE permanecerão variáveis distintas e submetidas a controle de correlação.
12. PEC e MHE funcionarão como condicionantes estruturais, sem segunda pontuação automática.
13. AEC alimentará ARC sem ser contada novamente como variável independente.
14. EVC, HSC e AUT imporão testes de coerência à futura fórmula.
15. Todo indicador terá uma única residência valorativa principal.
16. Indicadores serão consolidados dentro de cada dimensão antes da agregação geral.
17. Quantidade de indicadores disponíveis não aumentará o peso da dimensão.
18. Oficialidade continuará sendo apenas porta de elegibilidade.
19. Nível do organizador, nome e DIP não serão pesos autônomos.
20. Número de participantes não será variável independente.
21. Número de partidas não será variável independente.
22. Formato será insumo de DCT, sem hierarquia automática entre liga e mata-mata.
23. Aleatoriedade não será confundida automaticamente com mérito ou dificuldade valorizável.
24. Premiação, receitas, bilheteria, público e audiência serão indicadores auxiliares contextualizados.
25. Valor econômico não será variável direta autônoma.
26. Antiguidade, tradição e raridade não produzirão bônus automático.
27. Amadorismo, semiprofissionalismo e profissionalismo serão contextos, sem desconto cronológico automático.
28. FCP utilizará data de corte anterior ao primeiro jogo da edição.
29. Resultados da própria edição serão proibidos na construção de FCP e do peso principal.
30. O caminho específico do campeão não alterará silenciosamente o peso comum da edição.
31. Eventual ajuste individual de campanha dependerá de regra futura expressa.
32. SAC será calculada por rotas e não apenas pela rota do vencedor.
33. Convites serão distinguidos por natureza e afetarão sobretudo SAC, sem invalidar automaticamente a competição.
34. Árvores classificatórias alimentarão ARC e SAC de competições finais com poucos participantes.
35. A dificuldade de acesso será reconhecida sem copiar integralmente o valor da competição alimentadora.
36. Competições externas que concedam vaga pertencerão a SAC, enquanto fases preliminares internas pertencerão a DCT, sem contar a mesma partida duas vezes.
37. Toda comparação histórica utilizará ecossistema e universo contemporâneos.
38. Dinheiro, público e representação não serão comparados nominalmente entre eras.
39. Ausência de dado não equivalerá a zero.
40. Qualidade documental afetará confiança e incerteza, não mérito esportivo.
41. Proxies exigirão relação causal, marcador próprio, grau A/B e teste de sensibilidade.
42. Variáveis ou indicadores em grau C não receberão preenchimento intuitivo.
43. O modelo aplicará auditoria conceitual e estatística de dupla contagem.
44. Alta correlação não eliminará automaticamente dimensões conceitualmente distintas.
45. A futura fórmula deverá ser monotônica, decomponível, limitada e apenas parcialmente compensatória.
46. O modelo respeitará V1 > V2 > V3 dentro da mesma pirâmide e era.
47. Fases AU0 continuarão sem peso autônomo.
48. CCH continuará sem ordem automática em relação às competições alimentadoras.
49. AEC maior continuará sem garantir peso superior.
50. Variáveis poderão herdar valores de eras estáveis com documentação A/B.
51. O Bloco 3 permanecerá sem pesos, escalas numéricas, coeficientes ou fórmula final.

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## 12. Registro preliminar de fontes

| Fonte | Dado relevante | Uso metodológico |
|---|---|---|
| [OECD/JRC — *Handbook on Constructing Composite Indicators*](https://one.oecd.org/document/STD/DOC%282005%293/en/pdf) | Recomenda estrutura teórica prévia, seleção por relevância e mensurabilidade, análise multivariada, tratamento de ausências, decomposição, sensibilidade e controle de indicadores correlacionados | Fundamenta TIV, residência principal, separação de incerteza e proibição de soma redundante |
| [FIFA — Revisão do Ranking Mundial, método SUM](https://digitalhub.fifa.com/m/f99da4f73212220/original/edbm045h0udbwkqew35a-pdf.pdf) | Separa força relativa dos adversários, resultado e importância da partida em componentes explícitos | Precedente institucional para não fundir força, resultado e importância |
| [FIFA — procedimento do Ranking Mundial masculino](https://inside.fifa.com/fifa-rankings/world-ranking/procedure-men) | Explica atualização por força relativa e modelo previamente publicado | Sustenta transparência, reprodução e corte temporal em ratings |
| [UEFA — cálculo dos coeficientes de clubes](https://www.uefa.com/nationalassociations/uefarankings/club/about/) | Usa períodos de referência anteriores, resultados esportivos e coeficientes para sorteios e acesso | Demonstra possibilidade de estimar força por janelas anteriores sem usar o futuro torneio |
| [FIFA — Regulamento da Copa do Mundo de Clubes 2025](https://digitalhub.fifa.com/m/18848e4224efbd91/original/FCWC25_Regulations_EN.pdf) | Registra vagas por títulos continentais, ranking plurianual, representação anfitriã, grupos e mata-mata | Demonstra que acesso, participantes e formato são dimensões separadas |
| [CBF — REC da Copa do Brasil 2026](https://stcbfsiteprdimgbrs.blob.core.windows.net/img-site/cdn/REC_Copa_do_Brasil_2026_66989a5426.pdf) | Apresenta rotas de classificação diferentes, entradas em fases distintas, jogos únicos e ida e volta | Fundamenta SAC por rota e DCT pela distribuição dos caminhos |
| [CBF — REC do Campeonato Brasileiro Série C 2026](https://stcbfsiteprdimgbrs.blob.core.windows.net/img-site/cdn/REC_Brasileiro_Serie_C_2026_f894bdfed3.pdf) | Documenta estrato, acesso, descenso e sistema de disputa | Reforça EVC como restrição estrutural, não variável confundida com abrangência |
| [CBF — REC da Copa Sul-Sudeste 2026](https://stcbfsiteprdimgbrs.blob.core.windows.net/img-site/cdn/REC_COPA_SUL_SUDESTE_2026_f53dbab6e5.pdf) | Organizador nacional e universo regional coexistem | Sustenta separação entre organizador, AEC e ARC |
| [CONMEBOL — Ranking de Clubes](https://www.conmebol.com/pt-br/noticias-pt-br/vem-ai-o-ranking-de-clubes-conmebol-2021/) | Combina desempenho recente e coeficiente histórico em metodologia institucional própria | Exemplo de que janelas e memória histórica precisam ser declaradas, não presumidas |
| [Hvattum e Arntzen — “Using ELO ratings for match result prediction in association football”](https://doi.org/10.1016/j.ijforecast.2009.10.002) | Avalia ratings baseados em desempenho anterior para estimar força relativa no futebol | Apoia ratings dinâmicos como método candidato de FCP, não como escolha já congelada |
| [Sziklai et al. — “The efficacy of tournament designs”](https://doi.org/10.1016/j.cor.2022.105821) | Compara a capacidade de diferentes desenhos de torneio de identificar os competidores mais fortes | Fundamenta a recusa de uma hierarquia simplista pelo número de partidas |
| [Devriesere et al. — “Tournament design: a review from an operational research perspective”](https://arxiv.org/pdf/2404.05034) | Distingue eficácia, justiça e atratividade e discute formato, sorteio, cabeças de chave, calendário e ranking | Fundamenta DCT multidimensional e o tratamento separado da aleatoriedade |
| [Teixeira e Hollanda — “Espetáculo futebolístico e associativismo torcedor no Brasil”](https://periodicos.uff.br/esportesociedade/article/download/48474/28236/165894) | Relaciona profissionalização, rádio, massificação e competições interestaduais | Apoia normalização histórica de alcance e prestígio |
| [Sousa et al. — “Futebol e cartografia: uma análise do Campeonato Brasileiro Série A”](https://www.revistas.usp.br/rdg/article/download/203476/190343/598902) | Demonstra mudanças e concentração territorial dos participantes ao longo do tempo | Apoia distinção entre alcance formal e representação material |

### Nota sobre as fontes

As fontes contemporâneas acima demonstram que acesso, força, formato, abrangência e importância podem ser documentados separadamente. Elas não serão usadas para classificar retroativamente competições antigas.

Cada caso histórico exigirá fontes correspondentes à sua edição ou era. O DIC-IHFB deverá registrar a fonte, data, instituição, dado extraído, interpretação e limitação de cada indicador.

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## 13. Relação com os próximos blocos

Com sua aprovação e congelamento, o Bloco 3 entrega:

- ao **Bloco 4**, as definições de IPC e PCE para operacionalização;
- ao **Bloco 5**, a definição de FCP e os limites contra circularidade;
- aos **Blocos 6 a 10**, ARC, SAC e DCT para adaptação a estaduais, regionais, nacionais, continentais e mundiais;
- ao **Bloco 14**, seis variáveis limpas, restrições estruturais e requisitos matemáticos;
- ao **Bloco 15**, proxies, correlações, intervalos e escolhas que deverão ser submetidos à sensibilidade.

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**Fim do regulamento aprovado — Bloco 3, versão 1.0.**
