IHFB · regulamento integral aprovado

Bloco 05: Força competitiva

Texto original preservado, aprovado em conjunto normativo v1.0 em 31/10/2026.

Nota de versão: os textos originais podem conter rótulos anteriores à ratificação, como “para voto”. O estado normativo vigente foi estabelecido pela ata final de 31/10/2026. Essa observação não altera nenhum byte do documento aprovado.

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ÍNDICE HISTÓRICO DO FUTEBOL BRASILEIRO — IHFB

BLOCO 5 — FORÇA COMPETITIVA DOS PARTICIPANTES

REGULAMENTO DA FCP — VERSÃO 1.0

BLOCO 5 APROVADO — versão 1.0
Data da aprovação e do congelamento: 13 de agosto de 2026
Estado: aprovado e congelado por autorização expressa do responsável pelo projeto
Versão anterior preservada: proposta 0.1, de 13 de agosto de 2026
Dependências normativas: subordinada aos Regulamentos dos Blocos 1, 2, 3 e 4, todos aprovados e congelados em suas versões 1.0
Escopo: definir como o IHFB estimará, antes do início de cada edição, a força esportiva dos participantes, a comparabilidade entre sistemas competitivos, a incerteza documental e estatística e o perfil de força do campo. Este bloco não atribui pontos a clubes, não calcula o ranking histórico, não define o peso final de nenhuma competição e não utiliza o resultado da edição valorada.

Registro de aprovação

Esta versão consolida, sem alteração metodológica material, a proposta 0.1 aprovada expressamente pelo responsável pelo projeto. As 75 decisões enumeradas na Seção 19 passam a integrar a metodologia congelada do IHFB.

Qualquer modificação futura dependerá de autorização expressa, enquadramento no Art. 149, registro da regra anterior e da nova regra, análise do impacto esperado e publicação de nova versão.

Versão Data Estado Alteração
0.1 13 ago. 2026 Proposta preservada Formulação inicial completa do método de Força Competitiva dos Participantes — FCP
1.0 13 ago. 2026 Aprovada e congelada Consolidação formal da proposta 0.1, sem mudança metodológica material

1. Problema que precisamos resolver

A força de uma competição não pode ser inferida apenas por seu nome, território, quantidade de participantes, duração ou lista de vencedores. O IHFB precisa estimar quão fortes eram os clubes que efetivamente compunham cada edição naquele momento histórico, sem utilizar o que eles fizeram depois e sem transformar reputação atual em força retroativa.

O problema contém doze dificuldades centrais.

1.1 Força não é grandeza histórica acumulada

Um clube pode possuir história extensa e estar esportivamente enfraquecido em determinada temporada. Outro pode possuir pouca tradição e apresentar força elevada naquele momento. O FCP medirá capacidade competitiva contemporânea, não tradição, torcida, títulos acumulados ou posição futura no IHFB.

1.2 Força não é desempenho na própria edição

Se a campanha valorada for usada para provar que seus participantes eram fortes, o sistema se tornará circular: a competição seria valorizada pelo resultado que depois receberia valor. Portanto, os resultados da edição sob análise não poderão alimentar o retrato de força usado para valorá-la.

1.3 Uma vitória depende da força do adversário

Percentual bruto de vitórias é enganoso. Vencer muitos adversários frágeis não demonstra necessariamente força superior a enfrentar poucos adversários fortes. O modelo precisa corrigir resultados pela força relativa dos oponentes.

1.4 A força muda com o tempo

Elencos, treinadores, profissionalização, finanças, calendários e estruturas competitivas mudam. Um método baseado em toda a história sem depreciação temporal pode representar memória acumulada, não força contemporânea. Um método baseado em pouquíssimos jogos pode confundir acaso com mudança real.

1.5 Os ecossistemas podem estar desconectados

Durante longos períodos, clubes de estados, regiões ou países distintos se enfrentaram pouco. Um ranking nacional ou continental só é identificável com segurança quando há pontes competitivas suficientes entre os sistemas. Igualar escalas isoladas por conveniência criaria precisão fictícia.

1.6 A cobertura histórica é desigual

Resultados modernos, datas, locais, escalações e regulamentos são geralmente mais completos que os de épocas remotas. Se quantidade de dados for confundida com força, o IHFB privilegiará automaticamente períodos recentes e centros com melhor preservação documental.

1.7 Elenco e clube não são entidades idênticas

Resultados recentes pertencem ao clube, mas a equipe que inicia a competição pode ter passado por ruptura profunda de elenco. Ao mesmo tempo, dados completos de jogadores não existem para toda a história. O método precisa reconhecer a ruptura sem criar uma vantagem moderna baseada em bases comerciais indisponíveis no passado.

1.8 Força média não descreve todo o campo

Duas edições podem possuir a mesma média e estruturas muito diferentes: uma com um participante excepcional e vários frágeis; outra com todos em nível alto e semelhante. O FCP precisa preservar topo, centro, profundidade, base e dispersão.

1.9 Equilíbrio não é força

Um campo pode ser muito equilibrado porque todos os participantes são fortes ou porque todos são fracos. Baixa dispersão não será interpretada automaticamente como qualidade. Equilíbrio pertence principalmente à futura Dificuldade Competitiva do Caminho ao Título — DCT.

1.10 Poucos jogos não significam pouca força

Uma competição curta pode reunir equipes fortíssimas que chegaram a ela por processo seletivo exigente. O número de partidas pertence ao formato e à DCT; não pode substituir a força dos participantes.

1.11 Rankings institucionais possuem finalidades próprias

Coeficientes de confederações e federações podem servir para acesso, distribuição de vagas ou cabeças de chave. Eles frequentemente usam janelas fixas, bônus por fase e pesos predefinidos por competição. São fontes relevantes, mas não equivalem automaticamente a uma medida neutra de força corrente.

1.12 Modelos podem esconder escolhas subjetivas

Janela temporal, vantagem de mando, tratamento de empates, inicialização, conexões entre ligas, ausência de dados e escala de normalização alteram resultados. Todas essas escolhas precisam ser predefinidas, testadas e versionadas antes de qualquer conversão em peso.

O Bloco 5 deve responder:

Como estimar a força contemporânea e ex ante dos participantes de cada edição, corrigindo adversários, tempo, mando, conectividade e incerteza, sem usar a própria campanha valorada, sem premiar disponibilidade de dados e sem fabricar comparabilidade histórica?


2. Metodologia aprovada

2.1 Definição de FCP

A Força Competitiva dos Participantes — FCP é o perfil da capacidade esportiva estimada dos clubes que compõem uma competição–edição, observado em um corte temporal anterior à edição e contextualizado pelo ecossistema competitivo da própria época.

O FCP buscará responder a cinco perguntas:

  1. qual era o nível do participante mais forte e da faixa superior do campo;
  2. qual era o nível central dos participantes;
  3. quão profunda era a distribuição de força;
  4. qual era o nível da base do campo;
  5. quão heterogêneo era o conjunto.

2.2 O que o FCP não mede

O FCP não medirá:

  • oficialidade ou elegibilidade;
  • abrangência territorial;
  • dificuldade de classificação;
  • prestígio;
  • prioridade competitiva;
  • dificuldade do formato;
  • quantidade de partidas;
  • tradição dos participantes;
  • força física absoluta entre atletas de épocas diferentes;
  • campanha realizada na edição;
  • resultado futuro do participante;
  • posição do clube no IHFB.

Esses fenômenos residem em outras variáveis ou camadas já definidas.

2.3 Unidade de análise

A unidade principal será a competição–edição. A unidade elementar de estimação será o clube–data de corte.

Quando o regulamento criar grupos de entrada objetivamente distintos, também haverá a unidade coorte regulamentar de entrada–edição, sem utilizar quem avançou de fase.

2.4 Corte ex ante único — T0-FCP

O T0-FCP será o instante imediatamente anterior à primeira partida esportiva da edição integral reconhecida no Bloco 1.

Regras:

  1. nenhum resultado da edição será usado para estimar a força de participante algum;
  2. resultados de outras competições posteriores ao T0-FCP também não poderão atualizar o retrato daquela edição;
  3. participantes conhecidos ou confirmados posteriormente serão avaliados pelo estado que possuíam no T0-FCP;
  4. fases preliminares pertencentes à mesma edição integram a edição e determinam o T0-FCP;
  5. se uma qualificatória for competição autônoma, o torneio principal terá seu próprio T0-FCP após a qualificatória, conforme a unidade jurídica e competitiva fixada no Bloco 1;
  6. não haverá corte móvel por participante.

O corte único evita que clubes com entrada tardia sejam avaliados com informação temporalmente posterior à dos demais.

2.5 Perspectiva causal

O modelo será causal e filtrado: para estimar a força na data t, poderá usar somente informações cuja ocorrência seja anterior a t.

Modelos que recalculam a força passada usando partidas futuras poderão ser estudados como comparação acadêmica, mas não produzirão o FCP principal.

2.6 Campo de Participantes da Edição — CPE

O CPE será formado pelos participantes oficialmente admitidos na edição, conforme a lista definitiva e as correções administrativas documentadas.

Cada participante será contado uma vez, independentemente de:

  • quantidade de partidas;
  • fase de entrada;
  • bye;
  • posição final;
  • permanência na competição.

Desistências anteriores ao início, substituições, vagas não preenchidas e participantes que não chegaram a disputar partida serão registrados em estados próprios e submetidos a perfil de sensibilidade.

2.7 Três universos distintos

O FCP manterá três universos separados.

Universo Conteúdo Função
UCM-FCP — Universo Comparativo de Modelagem clubes e sistemas cujos jogos anteriores são necessários para estimar relações de força construir a rede comparativa
BRC-FCP — Base de Referência Contemporânea conjunto objetivo de referência do estrato competitivo contemporâneo pertinente normalizar a escala histórica
CPE — Campo de Participantes da Edição clubes que compõem a edição valorada gerar o perfil da competição

O CPE não poderá ser usado como sua própria escala de normalização, pois isso faria toda competição parecer mediana em relação a si mesma.

2.8 Dossiê de Força Competitiva — DFC

Cada edição receberá um Dossiê de Força Competitiva — DFC com:

  1. identificador da competição–edição;
  2. T0-FCP;
  3. CPE e estados de participação;
  4. coortes regulamentares de entrada;
  5. UCM-FCP e BRC-FCP;
  6. inventário de partidas elegíveis anteriores;
  7. fontes e qualidade de cada registro;
  8. grafo comparativo e diagnóstico de conectividade;
  9. regime informacional;
  10. especificação e versão do modelo;
  11. parâmetros e arquivo de configuração;
  12. força estimada, posição relativa e intervalo de cada participante;
  13. perfil de topo, centro, profundidade, base e dispersão;
  14. núcleo competitivo ex ante necessário ao PCE-N;
  15. ausências relevantes, sem penalização duplicada;
  16. testes de robustez;
  17. limitações, controvérsias e revisão.

2.9 Saída do bloco

O Bloco 5 produzirá um perfil, não um peso:

[ Perfil\ FCP = (TOPO,\ CENTRO,\ PROFUNDIDADE,\ BASE,\ DISPERSÃO) ]

Também produzirá:

  • intervalos de incerteza;
  • qualidade documental e estatística;
  • conectividade comparativa;
  • perfis por coorte;
  • núcleo competitivo ex ante;
  • marcadores de ausência e ruptura.

Nenhuma dessas saídas será convertida agora em pontos do IHFB.


3. Critérios de evidência e base de partidas

3.1 Princípio geral

O FCP principal utilizará desempenho esportivo anterior em partidas de clubes adultos oficialmente competitivas, corrigido pela força dos adversários e pelo contexto de mando.

Oficialidade de uma partida como evidência de força não significa que a competição correspondente precise receber pontuação no ranking principal. Elegibilidade para pontuar e utilidade probatória são decisões distintas.

3.2 Partidas incluídas no modelo principal

Serão candidatas à inclusão:

  • partidas oficiais de equipes principais adultas;
  • fases classificatórias oficiais;
  • divisões inferiores oficiais;
  • competições de acesso;
  • competições regionais, nacionais, continentais e intercontinentais oficiais;
  • jogos oficiais entre sistemas diferentes, essenciais como pontes;
  • replays efetivamente disputados;
  • partidas posteriormente anuladas por razão administrativa, quando o resultado esportivo em campo estiver documentado e a partida tiver sido regularmente concluída, sempre com marcador especial.

3.3 Partidas excluídas do modelo principal

Serão excluídos:

  • amistosos comuns;
  • jogos festivos ou comemorativos sem caráter competitivo suficiente;
  • partidas de base, reservas ou seleções representativas que não sejam o clube adulto principal;
  • jogos-treino;
  • resultados administrativos sem partida;
  • walkovers como placar esportivo;
  • partidas abandonadas antes de produzir evidência esportiva suficiente;
  • confrontos cuja identidade das equipes ou resultado não possa ser verificada;
  • resultados posteriores ao T0-FCP;
  • qualquer pontuação ou posição gerada pelo próprio IHFB.

3.4 Amistosos historicamente relevantes

Amistosos não integrarão o modelo principal. Em ecossistemas desconectados, um modelo-sombra auxiliar poderá testar partidas não oficiais somente quando houver:

  1. fonte contemporânea confiável;
  2. identificação dos elencos ou evidência de prioridade;
  3. natureza competitiva documentada;
  4. ausência de regra especial que altere substancialmente o jogo;
  5. registro separado, jamais invisível;
  6. uso restrito à sensibilidade e ao alargamento ou redução prudente da incerteza.

O modelo-sombra não substituirá silenciosamente a falta de pontes oficiais.

3.5 Resultado de campo e decisão administrativa

Para mensurar força esportiva:

  • se a partida foi concluída em campo, será usado o resultado esportivo efetivamente produzido;
  • placar administrativo será armazenado em campo separado;
  • se não houve partida suficiente, o resultado administrativo não atualizará força;
  • a elegibilidade histórica da competição continuará obedecendo ao Bloco 1.

Essa regra impede que um placar convencional de 3–0 por irregularidade seja interpretado como evidência de superioridade técnica.

3.6 Tempo regulamentar, prorrogação e pênaltis

O modelo principal adotará:

  • resultado após prorrogação, quando disputada, como resultado esportivo da partida;
  • disputa por pênaltis como empate da partida, com vencedor do desempate registrado separadamente;
  • cada jogo de uma série de ida e volta como observação própria;
  • placar agregado apenas como metadado do confronto, nunca como partida adicional.

A decisão por pênaltis poderá ser testada em sensibilidade, mas não receberá o mesmo conteúdo informativo de uma vitória no jogo.

3.7 Gols marcados

O modelo principal será baseado no resultado vitória–empate–derrota, não na margem de gols.

Justificativas:

  • normas de pontuação e padrões de gols variam historicamente;
  • goleadas podem refletir formatos, escalações ou desigualdades extremas;
  • dados de placar são mais completos que dados avançados;
  • a vitória é comparável em todas as eras.

Modelos de Poisson que utilizam gols serão validadores independentes onde a cobertura permitir.

3.8 Mando e campo neutro

Cada partida deverá distinguir:

  • mandante real;
  • visitante real;
  • campo neutro;
  • mando formal sem vantagem territorial material, quando documentável;
  • estádio compartilhado ou contexto excepcional.

A vantagem de mando será estimada por contexto e período, sem assumir valor universal.

3.9 Peso por “importância” da partida

Todas as partidas oficiais competitivas elegíveis terão o mesmo status probatório inicial. O modelo principal não multiplicará resultados pelo prestígio da competição, premiação, fase ou futura pontuação do IHFB.

Motivo: ponderar a partida por prestígio faria IPC/PCE entrar novamente no FCP e criaria circularidade. Diferenças de prioridade serão estudadas por exclusões e modelos de sensibilidade, não por pesos ocultos.

3.10 Volume de partidas

Disputar mais jogos não será bônus de força. Maior volume poderá:

  • reduzir incerteza quando a amostra for informativa;
  • revelar mudança temporal mais rapidamente;
  • nunca aumentar a estimativa apenas por quantidade.

3.11 Cadastro Mínimo de Partida — CMP

Cada observação deverá registrar, quando disponível:

Campo Conteúdo
match_id identificador imutável
data e hora com grau de precisão
clube A e clube B identificadores históricos normalizados
competição e edição nome contemporâneo e identificador
status oficial, sancionada, auxiliar ou controversa
fase apenas descritiva
mando casa, fora, neutro ou incerto
placar em 90 minutos quando disponível
placar após prorrogação quando aplicável
pênaltis resultado separado
placar administrativo separado do esportivo
conclusão concluída, abandonada, anulada, walkover ou replay
equipe principal, reserva, mista ou incerta
fonte primária instituição, data, link ou referência
fonte de conferência segunda fonte quando necessária
qualidade verificada, provável, controversa ou pendente
versão data de inclusão e alterações

3.12 Hierarquia de fontes

A coleta obedecerá à hierarquia geral do IHFB. Para resultados e contexto de partida, a ordem operacional será:

  1. súmula, boletim, regulamento ou base do organizador;
  2. arquivo da entidade competente;
  3. documentos oficiais dos participantes;
  4. jornal contemporâneo;
  5. anuário ou documento histórico;
  6. pesquisa acadêmica ou livro especializado;
  7. base estatística reconhecida;
  8. fonte colaborativa apenas como pista.

Nenhuma base agregadora será presumida infalível. Divergências serão preservadas.

3.13 Identidade e continuidade do clube

O histórico de força somente será transferido entre nomes ou entidades quando houver continuidade esportiva institucional documentada.

Fusão, cisão, refundação, licenciamento, mudança de cidade, equipe B e parceria temporária receberão identificadores próprios. Uma nova entidade não herdará automaticamente a força de outra por semelhança de nome, torcida ou patrimônio simbólico.


4. Modelo de estimação da força

4.1 Modelo recomendado

Recomenda-se o MRDH-IHFB — Modelo de Rating Dinâmico Hierárquico, pertencente à família Bradley–Terry/ligação logística ordinal, com:

  • força variável no tempo;
  • empates modelados explicitamente;
  • correção por mando;
  • força do adversário incorporada;
  • estrutura hierárquica de clube e sistema competitivo;
  • regularização para dados escassos;
  • estimação causal;
  • intervalo de incerteza;
  • código, dados e parâmetros versionados.

O termo “rating” designa apenas uma variável técnica de força prévia. Não constitui ranking histórico de grandeza.

4.2 Estrutura conceitual da força

Para o clube c, no tempo t:

[ \theta_{c,t}=\lambda_{s(c),t}+u_{c,t} ]

onde:

  • θ é a força latente total do clube;
  • λ é o nível do sistema competitivo ao qual ele pertence naquele momento;
  • u é o desvio próprio do clube em relação ao sistema.

“Sistema” poderá representar liga, divisão, estado, associação, país ou outro agrupamento objetivamente necessário. A escolha será registrada e não poderá ser feita para favorecer uma edição.

4.3 Modelo de resultado

Para uma partida entre i e j, define-se:

[ \delta_{ij,t}=\theta_{i,t}-\theta_{j,t}+h_{k,t} ]

em que h representa vantagem de mando no contexto k.

Com F como função logística e τ como limiar de empate:

[ P(j\ vence)=F(-\tau-\delta) ]

[ P(empate)=F(\tau-\delta)-F(-\tau-\delta) ]

[ P(i\ vence)=1-F(\tau-\delta) ]

Essa é uma fórmula de mensuração estatística, não a fórmula de pontuação do IHFB.

4.4 Dinâmica temporal

A força será tratada como estado variável. Conceitualmente:

[ u_{c,t+\Delta}=\rho(\Delta)u_{c,t}+\varepsilon_{c,t} ]

com ρ diminuindo continuamente conforme o intervalo sem nova evidência e ε representando mudança não observada.

Consequências:

  • não haverá janela rígida universal de dois, três ou cinco anos;
  • partidas antigas perderão influência gradualmente;
  • inatividade aumentará incerteza;
  • regressão ao nível do sistema não será tratada como punição;
  • mudanças abruptas somente serão acomodadas por evidência anterior ao T0-FCP.

4.5 Parâmetros aprendidos sem arbitrariedade de resultado

Taxa de mudança, vantagem de mando, limiar de empate, variâncias hierárquicas e regularização serão determinados por protocolo predefinido de validação preditiva, nunca pelo efeito sobre o IHFB.

O protocolo deverá:

  1. mascarar nomes de clubes e competições na calibração quando tecnicamente possível;
  2. usar partições estritamente cronológicas;
  3. declarar previamente modelos candidatos e grades de parâmetros;
  4. escolher parâmetros pela qualidade probabilística fora da amostra;
  5. impedir consulta ao ranking histórico durante a escolha;
  6. publicar arquivo de configuração e hash do código;
  7. congelar a implementação antes da conversão do FCP em pesos.

Parâmetros metodológicos universais poderão ser calibrados em corpus histórico anonimizado, mas nenhum estado de clube em T0-FCP poderá usar resultado posterior. Uma versão de sensibilidade estritamente causal também será obrigatória para medir eventual efeito da calibração global.

4.6 Estimação determinística e incerteza

A implementação principal usará máxima verossimilhança penalizada ou método determinístico equivalente, com especificação pública. A incerteza será estimada por:

  • matriz de informação quando válida;
  • reamostragem paramétrica ou em blocos cronológicos;
  • variação entre especificações predefinidas;
  • propagação das incertezas de sistema e clube.

Uma semente computacional fixa e um critério de convergência serão registrados. O número de reamostragens será aumentado até a estabilidade dos limites, e não escolhido para produzir determinado resultado.

4.7 Empates

Empates não serão codificados como meia vitória dentro de uma regressão binária simples. O modelo principal os tratará como resultado próprio por meio do limiar τ, que poderá variar quando houver ruptura histórica verificável nas regras ou no padrão de jogo.

4.8 Vantagem de mando

O mando será estimado com agrupamento parcial por período e sistema:

  • contexto com dados suficientes terá estimativa própria;
  • contexto escasso será aproximado da estimativa mais ampla, com maior incerteza;
  • campo neutro terá h = 0;
  • ausência de torcida, guerra, estádio compartilhado ou deslocamento excepcional poderá gerar marcador de ruptura, jamais ajuste ad hoc por clube.

4.9 Inicialização de clubes

Clube sem histórico suficiente será inicializado no nível do sistema e estrato competitivo objetivamente demonstrados, com intervalo amplo.

Não serão usados para inicialização:

  • fama;
  • torcida;
  • títulos futuros;
  • posição atual;
  • valor de mercado retrospectivo;
  • julgamento livre do pesquisador.

4.10 Promoção, rebaixamento e mudança de sistema

A identidade do clube preservará seu estado anterior, mas a nova inserção competitiva afetará o nível hierárquico e a incerteza. Promoção não produzirá bônus automático; rebaixamento não produzirá desconto administrativo automático. Os resultados anteriores e a nova rede de adversários realizarão a atualização.

4.11 Inatividade e retorno

Durante inatividade:

  • a estimativa convergirá gradualmente ao nível justificável do sistema;
  • a incerteza aumentará;
  • o clube não perderá pontos de IHFB, pois o rating não é pontuação histórica;
  • retorno após longo intervalo poderá ser tratado como ruptura esportiva parcial.

4.12 Ruptura de elenco

Resultados de clube continuarão sendo o insumo universal. Quando existirem dados confiáveis anteriores ao T0-FCP, uma ruptura extraordinária de elenco poderá:

  • ampliar a incerteza do rating;
  • ativar um modelo-sombra de jogadores;
  • justificar teste de sensibilidade previamente parametrizado.

Ela não permitirá correção manual livre do valor central.

4.13 Ratings de jogadores

Ratings de jogadores e continuidade de minutos serão auxiliares. A literatura mostra que informações de equipe e de jogadores podem possuir conteúdo preditivo complementar, mas a cobertura histórica é desigual.

Portanto:

  • não serão requisito universal;
  • não substituirão resultados de clubes;
  • só poderão alterar o modelo principal se o protocolo tiver validação histórica comparável;
  • na versão 0.1, atuarão apenas como robustez e incerteza.

4.14 Valor de mercado

Valor de mercado não integrará o FCP principal nem será reconstruído retroativamente. Poderá ser validador moderno externo, com fonte, cobertura e viés declarados.

4.15 Espelho Elo auditável

Todo DFC que utilize o MRDH também deverá gerar um Espelho Elo Causal — EEC, com regras simples e públicas:

  • atualização sequencial;
  • vitória 1, empate 0,5, derrota 0;
  • expectativa logística;
  • correção de mando;
  • sem margem de gols;
  • sem peso por prestígio;
  • somente partidas anteriores ao T0-FCP.

O EEC não substituirá o MRDH. Divergência relevante entre ambos será sinal de dependência do modelo e ampliará a faixa de incerteza ou reduzirá a robustez.

4.16 Validador Poisson

Onde os placares forem suficientemente completos, um modelo independente ou bivariado de Poisson será estimado como validador. Seu objetivo será verificar se a ordenação e o perfil dependem excessivamente da codificação vitória–empate–derrota.

4.17 Rankings institucionais

Rankings de FIFA, CONMEBOL, CBF, UEFA e federações poderão funcionar como:

  • comparadores externos;
  • fontes auxiliares de sistema;
  • instrumentos de diagnóstico;
  • referência para identificar divergências.

Não serão importados como FCP principal porque suas finalidades, competições incluídas, janelas e bônus podem ser incompatíveis com o IHFB.

4.18 Proibição de alisamento pelo futuro

Nenhuma técnica que use toda a trajetória futura de um clube para melhorar a estimativa de sua força passada poderá alimentar o FCP principal.

Um modelo “whole-history” poderá mostrar, academicamente, como a estimativa mudaria com informação futura, mas esse resultado receberá o rótulo retrospectivo proibido para valoração.

4.19 Período de aquecimento

O MRDH necessita de histórico anterior. Edições sem período de aquecimento suficiente não serão preenchidas com resultados posteriores.

Elas receberão:

  • inicialização hierárquica;
  • intervalos amplos;
  • qualidade reduzida;
  • perfil parcial ou FCP-PD quando necessário.

5. Conectividade entre sistemas competitivos

5.1 Grafo Comparativo Histórico — GCH

O IHFB construirá, para cada T0-FCP, um Grafo Comparativo Histórico — GCH:

  • nós: clubes e, na camada hierárquica, sistemas competitivos;
  • arestas: partidas elegíveis anteriores;
  • direção e resultado: conforme o desempenho;
  • peso temporal: determinado pelo modelo dinâmico;
  • atributos: mando, status, fonte, data e qualidade.

5.2 Por que a conectividade importa

Se dois grupos nunca se enfrentam e não possuem ponte comum, os resultados internos permitem ordenar clubes dentro de cada grupo, mas não determinam com precisão a distância entre os grupos. Regularização pode produzir um número, porém não transforma suposição em evidência.

5.3 Diagnósticos obrigatórios

O DFC registrará:

  • número de componentes conectados;
  • parcela do CPE no maior componente;
  • quantidade e recência efetiva das pontes entre sistemas;
  • existência de rotas independentes de comparação;
  • dependência de uma única equipe, partida ou competição-pivô;
  • concentração de arestas;
  • incerteza dos efeitos de sistema;
  • alteração do resultado quando pontes frágeis são removidas.

5.4 Grau de Conectividade Comparativa — GCC

O GCC será uma classe de qualidade, não de força.

Classe Condição estrutural Consequência
GCC-A — robusta participantes na mesma rede efetiva, com múltiplas rotas contemporâneas e sem ponte decisiva única escala comum defensável
GCC-B — conectada frágil rede comum, porém com poucas pontes, alta alavancagem ou recência limitada escala comum com intervalo ampliado
GCC-C — parcialmente conectada parte do campo depende de efeitos hierárquicos, pontes indiretas ou proxies comparabilidade parcial e perfil intervalar
GCC-D — desconectada não existe ligação probatória suficiente nenhuma escala global pontual; FCP local ou FCP-PD

As métricas do grafo acompanharão a classe para impedir classificação puramente impressionista.

5.5 Pontes competitivas

Terão prioridade como pontes:

  1. competições oficiais entre clubes dos sistemas;
  2. qualificatórias oficiais comuns;
  3. partidas oficiais de acesso ou integração;
  4. competições interestaduais, regionais, nacionais ou continentais pertinentes;
  5. somente em modelo-sombra, amistosos qualificados.

Uma única goleada isolada não estabelecerá automaticamente a distância entre dois sistemas.

5.6 Efeitos hierárquicos de sistema

O nível de um sistema será aprendido principalmente pelas partidas que o conectam a outros sistemas. Resultados internos estimarão a distribuição dos clubes em torno desse nível.

Na ausência de pontes suficientes, o modelo poderá aproximar sistemas por um prior comum, mas deverá:

  • identificar a origem da suposição;
  • ampliar a incerteza;
  • impedir conclusão precisa;
  • testar priors alternativos no Bloco 15.

5.7 Regimes informacionais

Cada DFC será enquadrado em um dos seguintes regimes:

Regime Dados e rede Saída permitida
RI-1 — denso e conectado resultados amplos, datas e mando confiáveis, pontes robustas MRDH completo e perfil global
RI-2 — conectado e esparso rede comum, mas poucos jogos ou pontes frágeis MRDH regularizado, intervalos maiores
RI-3 — conexão parcial componentes ligados sobretudo por hierarquia e proxies perfis local e global intervalar; comparações parciais
RI-4 — documental resultados ou pontes insuficientes perfil ordinal/proxy ou FCP-PD

Regime informacional não será usado como multiplicador negativo automático.

5.8 Períodos anteriores a competições nacionais consolidadas

Para períodos em que os clubes atuavam predominantemente em sistemas estaduais, o IHFB não presumirá igualdade nem hierarquia fixa entre estados.

Serão buscadas, nesta ordem:

  • partidas interestaduais oficiais;
  • torneios regionais oficiais;
  • competições nacionais ou classificatórias existentes;
  • confrontos repetidos entre sistemas;
  • evidências institucionais e esportivas contemporâneas;
  • proxies históricos previstos no Bloco 6.

O Índice de Força Estadual — IFE detalhará essa camada. O FCP não antecipará seus pesos.

5.9 Proxies de sistema

Quando necessários, proxies poderão incluir:

  • resultados oficiais de seleções representativas, apenas para o nível agregado do sistema;
  • concentração e migração documentada de jogadores;
  • participação de atletas em seleções nacionais;
  • profissionalização e profundidade competitiva;
  • avaliações técnicas contemporâneas comparativas;
  • resultados de excursões em modelo-sombra.

Nenhum proxy será tratado como equivalente a confronto direto. Cada um terá direção, limitação e teste de sensibilidade.

5.10 Comparabilidade parcial

Em GCC-C ou GCC-D, o IHFB poderá afirmar, por exemplo, que um participante está entre os mais fortes de seu sistema sem afirmar precisamente onde ele se encontra no conjunto nacional ou continental.

Ordens parciais e intervalos sobrepostos são resultados válidos. O sistema não será obrigado a fabricar uma lista total.


6. Normalização histórica da força

6.1 Princípio contextual

O FCP medirá força relativa ao ecossistema contemporâneo. Não tentará responder se um atleta de uma era venceria fisicamente outro separado por décadas de evolução técnica, médica e material.

Uma equipe forte em 1930 será aquela forte perante as oportunidades e os adversários comparáveis de 1930, depois de corrigidas as diferenças entre sistemas que possam ser historicamente demonstradas.

6.2 Universo Comparativo de Modelagem — UCM-FCP

O UCM-FCP será o conjunto mais amplo necessário para identificar a posição dos sistemas e clubes relevantes. Ele poderá incluir clubes que não disputaram a edição, desde que seus jogos ajudem a conectar a rede.

O UCM-FCP não será limitado aos participantes do torneio e não será escolhido por fama.

6.3 Base de Referência Contemporânea — BRC-FCP

A BRC-FCP será uma cesta contemporânea definida antes de observar o perfil do CPE. Ela reunirá o estrato sênior superior funcionalmente relevante na rede histórica.

Regras:

  • em sistema nacional consolidado, partirá do estrato nacional superior e das conexões necessárias;
  • antes desse sistema, poderá reunir estratos superiores estaduais ou regionais comparáveis;
  • em competição continental, integrará os sistemas nacionais conectados pertinentes;
  • em competição intercontinental, dependerá de pontes entre continentes e poderá permanecer parcialmente identificada;
  • em divisão inferior, a referência continuará ligada ao estrato superior, para que o nível inferior não seja normalizado apenas contra si mesmo;
  • sua composição será documental e estrutural, não reputacional.

6.4 Clube Mediano de Referência — CMR

Será criado um Clube Mediano de Referência — CMR, entidade estatística virtual cuja força corresponde à mediana da BRC-FCP em T0-FCP.

Para cada clube, o modelo informará o Resultado Esperado Neutro — REN contra o CMR:

[ REN_c=P(c\ vence)+0{,}5P(empate) ]

Interpretação:

  • REN = 0,5: força equivalente ao CMR;
  • acima de 0,5: vantagem estimada;
  • abaixo de 0,5: desvantagem estimada.

O REN será medida de força, não pontuação do IHFB.

6.5 Distância Robusta Contemporânea — DRC

Também será informada a posição do rating em unidades da dispersão contemporânea:

[ DRC_c=\frac{\theta_c-mediana(\theta_{BRC})}{Q_{75}(\theta_{BRC})-Q_{25}(\theta_{BRC})} ]

A DRC usa a amplitude interquartil para reduzir influência de extremos. Se a amplitude for insuficiente ou a BRC for documentalmente frágil, a DRC será marcada como não aplicável.

6.6 Percentil contemporâneo

O percentil do clube na BRC-FCP será registrado como descrição adicional. Ele não substituirá o REN ou a DRC, pois percentis podem ser afetados pelo tamanho e pela composição da base.

6.7 Escala local e escala comum

Quando a rede não permitir comparação global robusta, o DFC distinguirá:

  • FCP-L: posição local no próprio sistema;
  • FCP-C: posição na escala comum conectada;
  • FCP-PD: posição comum pendente de dados.

FCP-L não será apresentado como se fosse FCP-C.

6.8 Proibição de centrar por competição

Não se normalizará cada campo pela própria média. Fazer isso apagaria diferenças entre torneios fortes e fracos. A referência será externa ao CPE e contemporânea.

6.9 Quantis e compatibilidade com planilha

Quantis descritivos serão calculados pelo método inclusivo de interpolação linear equivalente a PERCENTILE.INC em planilhas modernas. Máximo, mínimo, mediana, primeiro e terceiro quartis serão sempre acompanhados do número de observações e, quando o campo for pequeno, da distribuição ordenada completa.

6.10 Inflação e deflação da escala

O rating latente será recentrado no CMR a cada T0-FCP. Isso evita que crescimento do número de clubes ou deriva matemática do modelo produza inflação histórica artificial.

O recentramento não altera diferenças de força dentro da rede e não afirma equivalência física absoluta entre eras.


7. Perfil da força do campo

7.1 Princípio da distribuição completa

O IHFB não reduzirá imediatamente o FCP a uma média. O vetor ordenado dos participantes e seus intervalos será preservado. A versão resumida conterá cinco dimensões.

7.2 TOPO

O TOPO registrará:

  • maior força estimada;
  • terceiro quartil do campo;
  • intervalo de ambos;
  • quantidade de participantes estatisticamente compatíveis com a faixa superior.

O máximo isolado nunca representará sozinho a competição.

7.3 CENTRO

O CENTRO será representado por:

  • mediana do REN;
  • mediana da DRC, quando disponível;
  • intervalo obtido pela propagação das incertezas individuais;
  • média aparada apenas como diagnóstico.

A mediana será preferida à média simples por ser menos sensível a um convidado excepcionalmente forte ou fraco.

7.4 PROFUNDIDADE

A PROFUNDIDADE preservará quanto do campo ocupa faixas contemporâneas elevadas. Serão informados:

  • distribuição empírica integral;
  • proporção acima do CMR;
  • proporção no quartil superior da BRC-FCP;
  • primeiro, segundo e terceiro quartis do CPE;
  • curva de quantis;
  • perfis das coortes regulamentares de entrada.

Essas estatísticas serão descritivas. A escolha futura de qualquer consolidação pertence ao Bloco 14.

7.5 BASE

A BASE registrará:

  • primeiro quartil;
  • menor força estimada;
  • intervalos;
  • participantes sem comparabilidade comum.

Um participante muito fraco não será ocultado por média elevada.

7.6 DISPERSÃO

A DISPERSÃO registrará:

  • amplitude interquartil;
  • desvio absoluto mediano;
  • amplitude total;
  • distribuição dos intervalos;
  • eventual multimodalidade entre coortes ou sistemas.

Dispersão não terá sinal valorativo próprio. Campo homogêneo não será premiado nem punido automaticamente.

7.7 Perfil mínimo publicado

O resumo de cada edição conterá:

Dimensão Estatísticas mínimas
TOPO máximo, Q75 e intervalos
CENTRO mediana e intervalo
PROFUNDIDADE curva de quantis e proporções relativas à BRC
BASE Q25, mínimo e intervalos
DISPERSÃO IQR, MAD e amplitude

O vetor completo continuará disponível para auditoria.

7.8 Campos pequenos

Em competições com poucos participantes:

  • todos os valores individuais serão exibidos;
  • quantis interpolados serão identificados como resumos, não participantes reais;
  • incerteza terá precedência sobre casas decimais;
  • nenhuma penalização decorrerá do tamanho reduzido.

7.9 Quantidade de participantes

Número de participantes será metadado de ARC, formato e DCT. No FCP, ele determina apenas o tamanho da distribuição observada.

Adicionar participantes fracos poderá alterar honestamente a profundidade e a base, mas não criará bônus por volume.

7.10 Coortes Regulamentares de Entrada — CRE

Quando clubes iniciam em fases diferentes por regra preexistente, o campo será decomposto por CRE:

  • entrada inicial;
  • entrada intermediária;
  • entrada tardia;
  • qualificados de competição autônoma, quando aplicável;
  • convidados ou detentores de vaga especial.

A CRE será definida pelo regulamento, não por quem chegou às fases finais.

7.11 Proibição de usar sobreviventes

Semifinalistas, finalistas, líderes de grupos ou classificados da própria edição não poderão formar um subcampo de FCP. Isso usaria desempenho posterior ao T0-FCP.

O futuro Bloco 14 poderá combinar FCP com probabilidades ex ante do formato, mas jamais substituir probabilidades por sobreviventes reais.

7.12 Participantes substituídos

Se houver substituição administrativa após T0-FCP:

  • o participante efetivo receberá seu rating congelado em T0-FCP;
  • o substituído será retirado do perfil efetivo e preservado no perfil regulamentar original;
  • ambos e o motivo serão registrados;
  • não haverá atualização pelo desempenho ocorrido entre T0-FCP e a substituição.

7.13 Desistências e vagas vazias

O DFC produzirá:

  • FCP-R: perfil do campo regulamentar definitivamente admitido;
  • FCP-E: perfil do campo esportivamente efetivo;

quando desistência, vaga vazia ou walkover material alterar a composição. A diferença será encaminhada à DCT e ao Bloco 13; não haverá decisão oculta por um único perfil.

7.14 Ausências Elegíveis Relevantes — AER

Serão registradas ausências de clubes que:

  1. pertenciam objetivamente ao universo de possível participação;
  2. possuíam força ex ante relevante na BRC-FCP;
  3. não participaram por eliminação classificatória, boicote, exclusão, convite não recebido, conflito ou outra razão documentada.

A AER será diagnóstico. Não haverá desconto autônomo no FCP se a força inferior do campo real já capturar a ausência. ARC, SAC, IPC e PCE receberão apenas a informação que resida em suas próprias dimensões.

7.15 Núcleo Competitivo Ex Ante — NCE-FCP

O NCE-FCP atenderá à necessidade congelada de selecionar PCE-N sem fama ou retrospecto da edição.

Procedimento principal:

  1. identificar o participante com maior estimativa em T0-FCP;
  2. calcular, por reamostragem simultânea, o intervalo da diferença de força entre ele e cada participante;
  3. incluir todo participante cuja inferioridade em relação ao topo não possa ser estabelecida no nível familiar de 95%;
  4. preservar o topo em todos os casos;
  5. em GCC-C ou GCC-D, usar a união conservadora dos possíveis integrantes ou marcar NCE-PD.

O NCE-FCP é grupo de referência estatística, não declaração de que somente seus membros poderiam ser campeões.

7.16 Sensibilidade do NCE

O Bloco 15 testará pelo menos:

  • nível simultâneo de 90%;
  • regra do quartil superior do CPE;
  • regra da faixa superior da BRC-FCP;
  • união dos participantes que aparecem como mais fortes nas reamostragens.

PCE-N será publicado com a regra principal e com a estabilidade do núcleo.

7.17 Convites

Participante convidado entrará no CPE com sua força estimada exatamente como qualquer outro. O convite não elevará nem reduzirá FCP por si mesmo.

A natureza do convite pertencerá a SAC e ARC; a força do convidado pertencerá a FCP.


8. Incerteza, qualidade e dados ausentes

8.1 Incerteza não é fraqueza

Pouca evidência não significará baixa força. O sistema separará:

  • estimativa central;
  • intervalo estatístico;
  • qualidade documental;
  • conectividade;
  • robustez entre modelos.

8.2 Componentes de qualidade

Cada DFC registrará:

Código Componente Pergunta
COV-FCP cobertura os jogos relevantes foram localizados e verificados?
GCC conectividade os participantes pertencem a uma escala comparável?
TEM-FCP adequação temporal existe histórico anterior suficiente e recente?
IDF-FCP identidade clubes, equipes e continuidades estão corretamente identificados?
ROB-FCP robustez modelos e parâmetros plausíveis convergem?
PROV-FCP proveniência fontes e transformações são reproduzíveis?

8.3 Grau de Qualidade FCP — QFCP

Grau Requisitos gerais Uso permitido
QFCP-A cobertura essencial completa, GCC-A, bom aquecimento, proveniência forte e robustez alta perfil pontual com intervalo estreito
QFCP-B pequenas lacunas não decisivas ou GCC-B, sem controvérsia estrutural perfil pontual com intervalo moderado
QFCP-C lacunas materiais, GCC-C, proxies ou ruptura relevante perfil intervalar e comparações cautelosas
QFCP-D GCC-D, identidade crítica incerta ou dados insuficientes FCP local, ordinal ou FCP-PD

O grau será justificado por componentes, não atribuído por impressão geral.

8.4 Cobertura mensurável

Quando o universo de jogos for conhecido, o DFC informará:

  • proporção de partidas localizadas;
  • proporção com data precisa;
  • proporção com mando conhecido;
  • proporção com fonte institucional ou contemporânea;
  • peso temporal efetivo coberto;
  • participantes com maior lacuna.

Percentuais não substituirão a análise do conteúdo das lacunas.

8.5 Dados ausentes

Dados ausentes receberão um dos estados:

  • NA: não aplicável;
  • ND: não disponível;
  • NC: não comparável;
  • PD: pendente de decisão ou pesquisa;
  • CONT: controverso.

Zero nunca será usado para representar ausência de informação.

8.6 Intervalos individuais e do campo

A incerteza dos clubes será propagada ao perfil por reamostragem conjunta. Não se calculará o intervalo do campo supondo participantes independentes quando eles compartilham jogos e efeitos de sistema.

8.7 Empate metodológico

Quando perfis de duas edições ou participantes se sobrepuserem substancialmente, o IHFB deverá declarar compatibilidade ou ordem parcial. Casas decimais não resolverão incerteza probatória.

8.8 Divergência entre fontes

Resultados conflitantes, datas incertas e identidade de equipe serão mantidos como versões alternativas. Se a divergência puder alterar o FCP, ambas serão processadas em sensibilidade.

8.9 Codificação cega

Sempre que possível:

  • clubes receberão identificadores opacos;
  • competições serão mascaradas na calibração;
  • pesquisadores do modelo não verão a pontuação final do IHFB;
  • alterações de dados serão revisadas sem observar o beneficiário.

8.10 Auditoria reproduzível

Cada execução publicará:

  • versão do banco;
  • hash dos dados de entrada;
  • hash do código;
  • configuração;
  • ambiente computacional;
  • semente;
  • logs de exclusão;
  • resultados intermediários;
  • data e responsável.

9. Validação do modelo

9.1 Objetivo correto

O modelo será escolhido por sua capacidade de estimar força pré-jogo e produzir probabilidades calibradas, não por reproduzir intuições, rankings institucionais ou posições desejadas no IHFB.

9.2 Validação cronológica

Será usada validação de origem móvel ou expansiva:

  1. treinar somente com o passado disponível;
  2. prever partidas posteriores ainda não observadas;
  3. registrar previsão antes de incorporar o resultado;
  4. atualizar e avançar o corte;
  5. repetir por período, sistema e regime informacional.

Divisão aleatória comum de treino e teste será proibida por permitir vazamento temporal.

9.3 Métrica principal

A métrica primária será o escore de ignorância/log loss para as probabilidades de vitória, empate e derrota, por ser uma regra própria e por avaliar diretamente a probabilidade atribuída ao evento ocorrido.

Serão métricas secundárias:

  • Brier multiclasses;
  • Ranked Probability Score — RPS;
  • calibração por faixas;
  • discriminação;
  • cobertura dos intervalos;
  • estabilidade de ordenação.

Nenhuma conclusão dependerá apenas de acurácia da classe mais provável.

9.4 Benchmarks

O MRDH será comparado com:

  • frequências históricas simples de casa–empate–fora;
  • Elo causal plano;
  • Bradley–Terry não hierárquico;
  • modelos de Poisson onde possível;
  • coeficientes institucionais em seu próprio domínio;
  • modelo sem depreciação temporal;
  • modelo sem efeito de sistema.

9.5 Estratificação dos testes

A avaliação será divulgada por:

  • época;
  • estado, região, país ou sistema;
  • nível competitivo;
  • mando e campo neutro;
  • RI-1 a RI-4;
  • clubes novos e inativos;
  • jogos entre sistemas e dentro do sistema.

Bom desempenho agregado não esconderá falha grave em uma era.

9.6 Calibração sem ranking

Durante seleção de parâmetros serão proibidos:

  • títulos dos clubes como variável de resposta;
  • posição final da edição valorada;
  • pontuação IHFB;
  • tentativa de aproximar rankings populares;
  • ajuste após observar quem foi beneficiado.

9.7 Validação externa

Coeficientes institucionais, avaliações contemporâneas e modelos independentes servirão como confrontação. Concordância não provará validade; divergência exigirá investigação da finalidade e da base de cada indicador.

9.8 Critério de robustez

Uma estimativa será robusta quando alterações moderadas e predefinidas de:

  • dinâmica temporal;
  • vantagem de mando;
  • modelo de resultado;
  • BRC-FCP;
  • tratamento de pênaltis;
  • pontes frágeis;
  • proxy de elenco;

não alterarem materialmente sua faixa ou interpretação.

9.9 Congelamento técnico

Antes da aplicação sistemática, será publicado o Caderno Técnico do MRDH — versão 1.0, contendo:

  • equações completas;
  • parâmetros estimados;
  • corpus de calibração;
  • métricas;
  • código;
  • testes;
  • limitações;
  • data de congelamento.

O caderno executará o protocolo congelado neste bloco. Seus parâmetros serão resultados mecânicos da calibração, não nova oportunidade de escolha substantiva. Qualquer discricionariedade residual exigirá aprovação expressa antes do cálculo do ranking.


10. Mudanças históricas, rupturas e eras

10.1 Força contínua, contexto descontínuo

A força de clubes evolui continuamente, mas o sistema competitivo pode sofrer rupturas. O MRDH permitirá mudança gradual e registrará quebras estruturais documentadas.

10.2 Gatilhos de ruptura

Poderão justificar reestimação de componentes de sistema ou aumento de incerteza:

  • profissionalização ou cisão entre regimes profissionais e amadores;
  • reorganização profunda de ligas;
  • criação de calendário nacional regular;
  • guerra, pandemia ou suspensão prolongada;
  • êxodo coletivo de jogadores;
  • mudança radical de regras de substituição ou pontuação;
  • integração ou separação territorial;
  • desaparecimento de competições-pontes;
  • alteração estrutural da vantagem de mando.

10.3 Proibição de eras decenais automáticas

Décadas e datas redondas não serão rupturas por si mesmas. Cada mudança exigirá evento institucional, padrão estatístico ou evidência histórica verificável.

10.4 Mudança de parâmetro por era

Um parâmetro somente variará por era quando:

  1. a hipótese tiver sido formulada sem observar o efeito no IHFB;
  2. houver causa histórica plausível;
  3. houver ganho preditivo fora da amostra ou necessidade documental;
  4. a complexidade adicional for justificada;
  5. a sensibilidade for publicada.

10.5 Crises e edições extraordinárias

Crise não produzirá desconto automático. Seus efeitos poderão aparecer em:

  • composição real do CPE;
  • rating anterior disponível;
  • incerteza de elenco;
  • conectividade;
  • PCE;
  • DCT;
  • registro do Bloco 13.

11. Relação com as demais variáveis

11.1 ARC

ARC mede alcance e representatividade; FCP mede força real. Muitos territórios não significam campo forte, e poucos territórios não significam campo fraco.

11.2 SAC

SAC mede dificuldade de obter vaga. A condição de campeão anterior pode tornar o acesso seletivo, mas no FCP entra apenas a força esportiva daquele participante em T0-FCP.

11.3 DCT

DCT utilizará o perfil FCP para estimar dificuldade do caminho, oponentes possíveis e equilíbrio. FCP não incorporará chave, quantidade de fases, percurso do campeão nem sobreviventes reais.

11.4 IPC

Prestígio não aumentará rating. Uma competição muito valorizada pode possuir campo fraco, e uma competição pouco prestigiada pode reunir campo forte.

11.5 PCE

PCE mede uso e prioridade do elenco disponível. FCP mede a capacidade inerente estimada desse participante.

Escalação e continuidade poderão informar incerteza de FCP, mas o mesmo fato não será contado novamente como prioridade. O NCE-FCP fornecerá somente a seleção ex ante de PCE-N.

11.6 IFE

O Bloco 6 detalhará força dos sistemas estaduais. Para evitar circularidade:

  • o MRDH poderá fornecer resultados de confrontos e efeitos de sistema ao IFE;
  • o IFE não poderá retornar ao mesmo MRDH usando a mesma evidência sem procedimento leave-one-out ou separação de componentes;
  • qualquer uso do IFE como prior deverá excluir o componente derivado do próprio FCP ou ser estimado conjuntamente com auditoria explícita.

11.7 Estrato vertical

Uma divisão inferior poderá ter participantes relativamente fortes, mas FCP elevado não eliminará a classificação estrutural inferior congelada no Bloco 2. O nível da competição e a força de seu campo são informações diferentes.

11.8 IHFB como insumo proibido

Nem o ranking geral, nem ranking por títulos, nem pontuação de competição do IHFB poderão alimentar FCP. Isso impediria autorreforço acumulativo.


12. Justificativa histórica

O futebol brasileiro nasceu e se desenvolveu em ecossistemas locais, estaduais, regionais, nacionais e internacionais que não estiveram igualmente conectados em todas as épocas. Uma metodologia plana presumiria que toda vitória é diretamente comparável ou, no extremo oposto, que nenhum período anterior à liga nacional pode ser comparado. Ambas as posições são inadequadas.

O MRDH oferece uma solução intermediária:

  • resultados internos posicionam clubes dentro de seus sistemas;
  • partidas interestaduais e internacionais funcionam como pontes;
  • a hierarquia compartilha informação sem fingir certeza;
  • a dinâmica temporal diferencia história acumulada de força atual;
  • o T0-FCP impede hindsight;
  • a BRC-FCP interpreta a força na própria época;
  • intervalos e ordens parciais preservam limites documentais.

Esse desenho também respeita as transformações do futebol. Profissionalização, calendário nacional, integração continental, viagens, televisão e mercado de transferências mudaram a frequência dos confrontos e a velocidade de transformação dos elencos. O método não presume que um único número ou uma janela fixa seja igualmente adequado a todos esses regimes.


13. Vantagens da metodologia aprovada

  1. separa força contemporânea de grandeza histórica;
  2. impede uso dos resultados da própria edição;
  3. corrige a força dos adversários;
  4. modela empates e mando;
  5. permite mudança temporal contínua;
  6. reconhece sistemas desconectados;
  7. produz incerteza, não apenas ranking pontual;
  8. preserva topo, centro, profundidade, base e dispersão;
  9. não premia quantidade de jogos;
  10. não usa prestígio como peso de partida;
  11. não depende universalmente de valor de mercado ou escalações;
  12. mantém uma referência contemporânea externa ao torneio;
  13. permite auditoria por Espelho Elo;
  14. usa Poisson como verificação independente;
  15. fornece o NCE-FCP necessário ao PCE-N;
  16. acomoda épocas antigas sem fabricar precisão;
  17. integra-se ao futuro IFE sem hierarquia estadual preconcebida;
  18. é reproduzível por dados, código e versão;
  19. deixa a agregação valorativa para o Bloco 14;
  20. pode ser testado integralmente no Bloco 15.

14. Riscos, possíveis distorções e controles

14.1 Viés de disponibilidade moderna

Risco: dados recentes produzem intervalos menores e parecem “melhores”.
Controle: separar força de qualidade; nunca premiar QFCP alto como força.

14.2 Viés metropolitano

Risco: centros com arquivos e confrontos mais abundantes dominam a escala.
Controle: mapa de cobertura, efeitos de sistema, proxies auditados e intervalos ampliados.

14.3 Viés de conectividade

Risco: clube que viaja ou disputa torneios-ponte recebe escala mais favorável.
Controle: modelo hierárquico, diagnóstico de alavancagem e remoção de pontes em sensibilidade.

14.4 Dependência de uma partida-pivô

Risco: um confronto isolado reposiciona toda uma liga.
Controle: GCC-B/C, regularização, teste leave-one-bridge-out e intervalo de sistema.

14.5 Viés do volume

Risco: clubes com mais partidas mudam mais no rating.
Controle: modelo probabilístico, dinâmica calibrada e volume refletido sobretudo na incerteza.

14.6 Inércia excessiva

Risco: rating antigo ignora transformação rápida.
Controle: dinâmica temporal validada e ruptura de elenco como incerteza.

14.7 Volatilidade excessiva

Risco: poucos resultados recentes dominam o retrato.
Controle: regularização, estimação de processo e Espelho Elo com parâmetros alternativos.

14.8 Hindsight indireto

Risco: técnica retrospectiva usa o futuro para melhorar o passado.
Controle: filtragem causal, T0-FCP, logs de corte e proibição de alisamento futuro.

14.9 Calibração global

Risco: hiperparâmetros aprendidos no corpus integral incorporam padrão de épocas futuras.
Controle: IDs mascarados, parâmetros universais sem informação de clube, versão estritamente causal em sensibilidade e divulgação do efeito.

14.10 Viés de escalações

Risco: resultados com equipes alternativas alteram força.
Controle: todas as partidas oficiais entram no padrão universal; escalações atuam apenas em modelo auxiliar e PCE permanece separado.

14.11 Valor de mercado

Risco: bases modernas favorecem eras recentes.
Controle: exclusão do modelo principal e proibição de retroprojeção.

14.12 Percentis instáveis

Risco: expansão do número de clubes altera posição percentual.
Controle: BRC estrutural, REN contra CMR e DRC robusta além do percentil.

14.13 Média enganosa

Risco: um participante excepcional mascara base fraca.
Controle: perfil completo e quantis.

14.14 Dispersão valorada erroneamente

Risco: campo fraco e equilibrado recebe bônus.
Controle: dispersão descritiva, sem sinal automático; DCT tratará equilíbrio.

14.15 Coortes diluídas

Risco: grande preliminar fraca oculta entrada tardia forte.
Controle: perfis por CRE junto ao perfil geral.

14.16 Sobreviventes da edição

Risco: usar finalistas para demonstrar campo forte.
Controle: proibição expressa; apenas coortes regulamentares ex ante.

14.17 Clubes novos ou reativados

Risco: inicialização arbitrária.
Controle: prior de sistema, grande incerteza e nenhuma fama.

14.18 Fusões e mudanças de identidade

Risco: herança indevida de força.
Controle: dossiê de continuidade e identificadores históricos.

14.19 Placares administrativos

Risco: walkover vira goleada técnica.
Controle: resultado de campo e administrativo separados.

14.20 Amistosos seletivos

Risco: excursões escolhidas por conveniência corrigem uma era.
Controle: modelo-sombra, critérios prévios e nunca escala principal silenciosa.

14.21 Complexidade

Risco: modelo deixa de ser auditável.
Controle: equações públicas, código aberto, dados versionados, EEC simples e relatório por edição.

14.22 Falsa precisão

Risco: casas decimais ocultam incerteza histórica.
Controle: intervalos, QFCP, GCC, ordem parcial e arredondamento compatível com a incerteza.


15. Exemplos exclusivamente hipotéticos

Exemplo A — mesmo centro, campos diferentes

A Competição Alfa e a Competição Beta possuem a mesma mediana de REN. Alfa reúne um participante muito forte e vários abaixo do CMR; Beta possui quase todos acima do CMR. A média poderia aproximá-las, mas TOPO, PROFUNDIDADE e BASE revelam estruturas distintas.

Exemplo B — final curta entre classificados fortes

A Competição Gama possui apenas dois participantes, ambos no topo de seus sistemas. O FCP registra campo pequeno e forte. SAC registra a dificuldade de chegar à disputa e DCT registra o formato curto. Nenhum desconto decorre automaticamente de haver apenas uma ou duas partidas.

Exemplo C — sistemas desconectados

A Competição Delta reúne clubes de dois sistemas com excelente desempenho interno, mas quase sem confrontos comuns. O IHFB publica FCP-L alto em ambos e FCP-C com intervalo largo, GCC-C. Não declara uma ordem precisa sem ponte suficiente.

Exemplo D — entradas tardias

A Competição Épsilon possui muitos participantes preliminares e quatro entrantes diretos posteriores por regra. O perfil geral mostra a distribuição completa; os perfis CRE mostram que a coorte tardia é mais forte. Nenhum semifinalista real é usado.

Exemplo E — ruptura de elenco

Um participante inicia a edição após grande mudança documentada de elenco. Seu histórico anterior continua sendo evidência, mas o intervalo cresce e um modelo-sombra de jogadores é exibido. O pesquisador não escolhe manualmente uma redução.

Exemplo F — pênaltis

Uma partida anterior termina empatada após prorrogação e é decidida por pênaltis. O modelo registra empate como resultado esportivo e o vencedor do desempate em campo próprio. Não cria uma vitória técnica equivalente.

Exemplo G — substituição administrativa

Um participante admitido é substituído após T0-FCP. O perfil efetivo usa o substituto com sua força congelada no mesmo T0-FCP; o perfil regulamentar original permanece documentado.

Exemplo H — campo equilibrado e fraco

Todos os participantes de uma competição estão próximos entre si, mas abaixo do CMR. A dispersão é baixa, porém FCP permanece baixo no nível relativo. A imprevisibilidade do campeão será examinada em DCT, sem transformar equilíbrio em força.


16. Alternativas consideradas

Alternativa A — percentual bruto de vitórias

É simples, mas ignora adversários, mando, tempo e conectividade. Rejeitada como método principal.

Alternativa B — posição em campeonatos anteriores

É intuitiva, porém incomparável entre formatos e níveis, além de perder informação de adversários. Poderá ser validador descritivo.

Alternativa C — coeficientes oficiais existentes

São auditáveis e institucionais, mas foram construídos para vagas e seeding, com bônus e janelas próprias. Serão comparadores, não FCP universal.

Alternativa D — Elo plano

É transparente e dinâmico, mas não representa bem incerteza, sistemas desconectados e empates sem extensões. Será Espelho Elo, não modelo principal.

Alternativa E — valor de mercado e seleção de jogadores

Podem melhorar previsão moderna, porém possuem cobertura histórica desigual e forte dependência comercial. Serão auxiliares.

Alternativa F — painel de especialistas

Pode recuperar contexto perdido, mas é vulnerável a memória, reputação e viés clubístico. Só poderá formar proxy documental codificado em RI-4.

Alternativa G — Whole-History Rating

Pode produzir boas estimativas retrospectivas, mas usa resultados futuros para melhorar estados passados. É incompatível com o T0-FCP principal.

Alternativa H — modelo dinâmico hierárquico causal com perfil distributivo

Corrige adversários, tempo, mando e sistema; preserva incerteza e evita reduzir o campo a média. É a alternativa recomendada.


17. Recomendação aprovada

Fica aprovada a seguinte arquitetura:

  1. FCP como força contemporânea ex ante, distinta de grandeza histórica;
  2. T0-FCP único antes da primeira partida da edição integral;
  3. base principal de partidas oficiais adultas anteriores;
  4. MRDH-IHFB causal como estimador principal;
  5. empates próprios, mando contextual e força do adversário;
  6. dinâmica contínua, sem janela rígida universal;
  7. estrutura hierárquica de clube e sistema;
  8. conectividade medida por GCC e regime RI-1 a RI-4;
  9. BRC-FCP externa ao campo e contemporânea;
  10. REN, DRC e percentil como saídas individuais complementares;
  11. perfil TOPO–CENTRO–PROFUNDIDADE–BASE–DISPERSÃO;
  12. coortes regulamentares, sem sobreviventes reais;
  13. NCE-FCP estatístico para selecionar PCE-N;
  14. AER apenas diagnóstica;
  15. QFCP separado da força;
  16. EEC e Poisson como verificadores;
  17. validação cronológica por probabilidades;
  18. código, dados, parâmetros e versões publicados;
  19. nenhuma conversão em peso antes do Bloco 14;
  20. sensibilidade obrigatória no Bloco 15.

18. Regulamento da Força Competitiva dos Participantes — versão 1.0

CAPÍTULO I — OBJETO, DEFINIÇÕES E PRINCÍPIOS

Art. 1º — Objeto

Este Regulamento disciplina a estimação da Força Competitiva dos Participantes — FCP no IHFB.

Art. 2º — Dependência normativa

O Regulamento subordina-se às versões congeladas dos Blocos 1 a 4.

Art. 3º — Limite material

Este bloco não atribui pesos, pontos, títulos, vices ou posições no ranking histórico.

Art. 4º — Definição

FCP é o perfil da capacidade esportiva contemporânea estimada dos participantes de uma competição–edição em corte anterior ao seu início.

Art. 5º — Força e grandeza

Força contemporânea não se confunde com tradição, títulos acumulados, torcida ou grandeza histórica.

Art. 6º — Princípio ex ante

Somente informações anteriores ao T0-FCP poderão influenciar o estado de força da edição.

Art. 7º — Princípio causal

Estados passados não serão alisados ou corrigidos com resultados futuros.

Art. 8º — Princípio do adversário

Todo resultado será interpretado em relação à força estimada do oponente.

Art. 9º — Princípio da contemporaneidade

Força será normalizada no ecossistema histórico pertinente, não pelo padrão esportivo de 2026.

Art. 10 — Princípio distributivo

O campo será descrito por toda a sua distribuição, preservando topo, centro, profundidade, base e dispersão.

Art. 11 — Princípio da incerteza separada

Incerteza, qualidade e conectividade não serão confundidas com força baixa.

Art. 12 — Princípio da neutralidade

Identidade, popularidade ou efeito final sobre qualquer clube não poderão orientar escolhas do modelo.

Art. 13 — Princípio da não circularidade

Pontuação IHFB, IPC, PCE, posição final e prestígio não alimentarão o rating principal.

Art. 14 — Princípio da auditabilidade

Dados, código, configuração, parâmetros e logs necessários à reprodução serão versionados.

CAPÍTULO II — UNIDADES, UNIVERSOS E CORTE TEMPORAL

Art. 15 — Unidade principal

A unidade principal será competição–edição.

Art. 16 — Unidade elementar

A unidade elementar será clube–data de corte.

Art. 17 — Coorte

Coorte regulamentar de entrada poderá constituir unidade auxiliar quando definida ex ante pelo regulamento.

Art. 18 — T0-FCP

T0-FCP será o instante imediatamente anterior à primeira partida esportiva da edição integral.

Art. 19 — Corte único

Todos os participantes serão avaliados no mesmo T0-FCP, inclusive os de entrada tardia.

Art. 20 — Qualificatória integrante

Fase preliminar integrante da edição determina o início da edição e não cria novo corte.

Art. 21 — Qualificatória autônoma

Competição classificatória autônoma e torneio principal poderão possuir cortes próprios, conforme o Bloco 1.

Art. 22 — Resultado externo posterior

Partida de outra competição posterior ao T0-FCP não atualizará o retrato já congelado.

Art. 23 — CPE

O Campo de Participantes da Edição será composto pelos admitidos oficialmente, com estados de substituição, desistência e efetividade.

Art. 24 — UCM-FCP

O Universo Comparativo de Modelagem reunirá os clubes e sistemas necessários à rede de estimação.

Art. 25 — BRC-FCP

A Base de Referência Contemporânea será externa ao CPE, estruturalmente definida e historicamente pertinente.

Art. 26 — DFC

Cada edição terá Dossiê de Força Competitiva com entradas, transformações, saídas e limitações.

Art. 27 — Participante contado uma vez

Cada integrante do CPE será contado uma vez no perfil geral, sem ponderação por partidas ou fase alcançada.

CAPÍTULO III — PARTIDAS E FONTES

Art. 28 — Base principal

O modelo principal utilizará partidas oficiais competitivas de equipes adultas principais anteriores ao T0-FCP.

Art. 29 — Divisões e qualificatórias

Partidas oficiais de divisões inferiores e qualificatórias poderão alimentar força sem receber, por isso, peso no ranking principal.

Art. 30 — Amistosos

Amistosos comuns serão excluídos do modelo principal.

Art. 31 — Modelo-sombra

Amistosos qualificados poderão integrar somente modelo-sombra, sob critérios predefinidos e registro separado.

Art. 32 — Equipes não principais

Base, reserva, seleção representativa ou equipe mista não será confundida com o clube adulto principal.

Art. 33 — Walkover

Walkover sem partida não será evidência de força e não produzirá placar técnico no modelo.

Art. 34 — Partida concluída e anulada

Partida concluída em campo e depois anulada por motivo administrativo poderá fornecer resultado esportivo, com marcador de controvérsia.

Art. 35 — Partida abandonada

Partida abandonada sem evidência esportiva suficiente será excluída; decisão e minutos disputados serão registrados.

Art. 36 — Placar administrativo

Placar administrativo será armazenado separadamente e não substituirá o placar de campo para força.

Art. 37 — Prorrogação

Resultado após prorrogação será o resultado esportivo principal quando ela ocorrer.

Art. 38 — Pênaltis

Disputa por pênaltis não converterá empate esportivo em vitória ou derrota do modelo principal.

Art. 39 — Séries de jogos

Cada partida de ida, volta ou replay será observação própria; placar agregado não será observação adicional.

Art. 40 — Margem de gols

Margem de gols será excluída do MRDH principal e admitida em validador Poisson ou sensibilidade.

Art. 41 — Mando

Mandante, visitante, campo neutro e contexto excepcional serão campos obrigatórios quando disponíveis.

Art. 42 — Importância

Prestígio, fase e pontuação futura da competição não multiplicarão o peso da partida no modelo principal.

Art. 43 — Volume

Quantidade de partidas poderá reduzir incerteza, mas não constituirá bônus direto.

Art. 44 — Cadastro de partida

Toda observação obedecerá ao Cadastro Mínimo de Partida e terá identificador imutável.

Art. 45 — Hierarquia de fontes

Súmulas e documentos do organizador terão prioridade, seguidos de entidades, clubes, imprensa contemporânea, documentos históricos e bases reconhecidas.

Art. 46 — Divergência

Conflitos entre fontes serão preservados e processados em versões alternativas quando materiais.

Art. 47 — Identidade

Transferência de histórico entre entidades dependerá de continuidade esportiva institucional documentada.

CAPÍTULO IV — MRDH-IHFB

Art. 48 — Modelo principal

O estimador principal será o Modelo de Rating Dinâmico Hierárquico — MRDH-IHFB.

Art. 49 — Família estatística

O MRDH pertencerá à família logística ordinal/Bradley–Terry com empates, mando e força variável.

Art. 50 — Componentes

A força do clube será decomposta em nível do sistema e desvio próprio.

Art. 51 — Resultado probabilístico

O modelo produzirá probabilidades de vitória, empate e derrota, não somente ordenação.

Art. 52 — Empate explícito

O limiar de empate será estimado e não reduzido a meia vitória em regressão binária.

Art. 53 — Mando contextual

Vantagem de mando será estimada por agrupamento parcial entre contextos e períodos.

Art. 54 — Campo neutro

Campo neutro terá efeito de mando nulo, salvo contexto material documentado e modelado previamente.

Art. 55 — Dinâmica contínua

A influência temporal diminuirá continuamente; não haverá janela rígida universal.

Art. 56 — Inatividade

Inatividade aumentará incerteza e promoverá regressão gradual ao sistema, sem punição histórica.

Art. 57 — Clube novo

Clube novo ou sem histórico receberá prior do sistema e estrato, com intervalo amplo.

Art. 58 — Promoção e rebaixamento

Mudança de divisão preservará a identidade do estado, atualizará a hierarquia e não criará bônus administrativo.

Art. 59 — Ruptura de elenco

Ruptura documentada poderá ampliar incerteza e ativar modelo-sombra, mas não autorizar correção manual livre.

Art. 60 — Jogadores

Ratings de jogadores serão auxiliares até demonstração comparável de validade histórica.

Art. 61 — Mercado

Valor de mercado será excluído do modelo principal e não será retroprojetado.

Art. 62 — Estimação

A implementação será determinística e pública, por verossimilhança penalizada ou procedimento matematicamente equivalente congelado.

Art. 63 — Hiperparâmetros

Hiperparâmetros serão escolhidos por validação probabilística predefinida, sem observar o IHFB.

Art. 64 — Calibração mascarada

IDs serão mascarados quando possível e o acesso ao ranking final será vedado aos calibradores.

Art. 65 — Futuro proibido

Nenhum estado de clube em T0-FCP poderá usar resultado posterior a esse corte.

Art. 66 — Aquecimento

Falta de histórico anterior gerará prior e incerteza, nunca preenchimento por jogos futuros.

Art. 67 — Fórmula distinta

Equações do MRDH são instrumentos de mensuração e não constituem fórmula de pontos do IHFB.

CAPÍTULO V — VERIFICADORES

Art. 68 — Espelho Elo

Cada DFC completo terá Espelho Elo Causal simples e reproduzível.

Art. 69 — Regras do EEC

O EEC usará atualização sequencial, expectativa logística, vitória 1, empate 0,5, derrota 0, mando e corte causal.

Art. 70 — Sem margem no EEC

O EEC principal não utilizará margem de gols nem peso de prestígio.

Art. 71 — Divergência MRDH–EEC

Divergência material reduzirá ROB-FCP ou ampliará intervalo; não será ocultada.

Art. 72 — Poisson

Modelo de Poisson será validador onde placares possuírem cobertura suficiente.

Art. 73 — Institucionais

Rankings institucionais serão comparadores externos e não substitutos automáticos.

Art. 74 — Whole-history

Modelo que usa história futura será marcado retrospectivo e proibido para valoração principal.

CAPÍTULO VI — CONECTIVIDADE E REGIMES

Art. 75 — GCH

Cada corte terá Grafo Comparativo Histórico com clubes, sistemas, arestas, datas e qualidade.

Art. 76 — Diagnóstico

Componentes, pontes, recência, rotas independentes, concentração e alavancagem serão publicados.

Art. 77 — GCC

Conectividade será classificada em GCC-A, GCC-B, GCC-C ou GCC-D.

Art. 78 — Natureza do GCC

GCC é qualidade comparativa e não componente positivo ou negativo de força.

Art. 79 — GCC-A

GCC-A exige rede efetiva comum, múltiplas rotas contemporâneas e ausência de ponte decisiva única.

Art. 80 — GCC-B

GCC-B designa rede comum dependente de poucas pontes, alta alavancagem ou recência limitada.

Art. 81 — GCC-C

GCC-C designa comparação parcial dependente de hierarquia ou proxies substanciais.

Art. 82 — GCC-D

GCC-D impedirá escala global pontual e produzirá FCP local, intervalo amplo ou FCP-PD.

Art. 83 — Ponte isolada

Uma partida isolada não determinará sozinha o nível de um sistema sem incerteza e sensibilidade reforçadas.

Art. 84 — Efeitos de sistema

Confrontos entre sistemas estimarão principalmente diferenças de nível; confrontos internos estimarão desvios dos clubes.

Art. 85 — Prior de sistema

Prior comum não será apresentado como evidência e terá sensibilidade obrigatória.

Art. 86 — Regime informacional

Cada DFC será classificado em RI-1, RI-2, RI-3 ou RI-4.

Art. 87 — RI-1

RI-1 admite MRDH completo em rede densa e conectada.

Art. 88 — RI-2

RI-2 admite MRDH regularizado com intervalos ampliados.

Art. 89 — RI-3

RI-3 exige perfis local e comum intervalar, com proxies identificados.

Art. 90 — RI-4

RI-4 admite somente perfil ordinal/proxy, local ou FCP-PD.

Art. 91 — Amistosos auxiliares

Modelo-sombra de amistosos não elevará automaticamente GCC e será divulgado separadamente.

CAPÍTULO VII — NORMALIZAÇÃO

Art. 92 — Referência contemporânea

Força será interpretada na BRC-FCP contemporânea e não em escala física absoluta entre eras.

Art. 93 — BRC externa

BRC-FCP será definida antes do perfil do CPE e não poderá ser o próprio campo.

Art. 94 — Estrato de referência

A BRC partirá do estrato sênior superior funcionalmente pertinente e das conexões necessárias.

Art. 95 — Divisão inferior

Competição inferior permanecerá referida ao sistema superior, não apenas à sua divisão.

Art. 96 — CMR

Clube Mediano de Referência será a entidade virtual correspondente à mediana da BRC-FCP.

Art. 97 — REN

Resultado Esperado Neutro será a probabilidade de vitória mais metade da probabilidade de empate contra o CMR.

Art. 98 — DRC

Distância Robusta Contemporânea medirá a diferença para a mediana em unidades da amplitude interquartil da BRC.

Art. 99 — Percentil

Percentil será descrição adicional e não única medida de força.

Art. 100 — Escala local

FCP-L não será apresentado como escala comum quando GCC impedir comparabilidade.

Art. 101 — Método de quantil

Quantis usarão interpolação inclusiva equivalente a PERCENTILE.INC, com distribuição completa em campos pequenos.

Art. 102 — Recentramento

O rating será recentrado no CMR para controlar deriva sem alterar diferenças relativas.

CAPÍTULO VIII — PERFIL DO CAMPO

Art. 103 — Vetor

O perfil FCP terá TOPO, CENTRO, PROFUNDIDADE, BASE e DISPERSÃO.

Art. 104 — TOPO

TOPO conterá máximo, Q75, intervalos e faixa superior estatística.

Art. 105 — CENTRO

CENTRO usará mediana e intervalo conjunto; média será apenas diagnóstico.

Art. 106 — PROFUNDIDADE

PROFUNDIDADE conterá distribuição, quantis, proporção acima do CMR e proporção no quartil superior da BRC.

Art. 107 — BASE

BASE conterá Q25, mínimo, intervalos e participantes não comparáveis.

Art. 108 — DISPERSÃO

DISPERSÃO conterá IQR, MAD, amplitude e multimodalidade, sem sinal valorativo automático.

Art. 109 — Vetor completo

Valores individuais e intervalos permanecerão disponíveis para auditoria.

Art. 110 — Campo pequeno

Campos pequenos exibirão todos os participantes e não sofrerão desconto por tamanho.

Art. 111 — Coortes

Coortes serão definidas pela primeira fase de entrada prevista no regulamento.

Art. 112 — Sobreviventes

Subcampos formados por classificados reais da própria edição serão proibidos.

Art. 113 — Substituição

Substituto posterior será avaliado no T0-FCP comum e o campo original será preservado.

Art. 114 — FCP-R e FCP-E

Desistência ou vaga vazia material gerará perfis regulamentar e efetivo separados.

Art. 115 — Convite

Convidado terá força estimada pelas mesmas regras, sem bônus ou desconto pelo convite.

Art. 116 — AER

Ausências elegíveis relevantes serão diagnósticas e não gerarão penalização duplicada.

Art. 117 — NCE-FCP

O núcleo ex ante incluirá o topo e participantes cuja inferioridade não seja estabelecida por intervalo simultâneo familiar de 95%.

Art. 118 — NCE incerto

Em GCC-C/D será usada união conservadora de possíveis membros ou NCE-PD.

Art. 119 — PCE-N

Somente o NCE-FCP principal alimentará a seleção de PCE-N, com sensibilidades publicadas.

CAPÍTULO IX — QUALIDADE E INCERTEZA

Art. 120 — Componentes

QFCP será fundamentado em COV-FCP, GCC, TEM-FCP, IDF-FCP, ROB-FCP e PROV-FCP.

Art. 121 — QFCP-A

QFCP-A exige cobertura essencial completa, GCC-A, aquecimento suficiente, proveniência forte e alta robustez.

Art. 122 — QFCP-B

QFCP-B admite lacunas pequenas não decisivas ou GCC-B.

Art. 123 — QFCP-C

QFCP-C designa lacunas materiais, GCC-C, proxies ou rupturas relevantes.

Art. 124 — QFCP-D

QFCP-D designa desconexão, identidade crítica incerta ou insuficiência para perfil global.

Art. 125 — Qualidade sem coeficiente

QFCP não será convertido neste bloco em multiplicador de pontos.

Art. 126 — Ausência

NA, ND, NC, PD e CONT serão distintos; ausência não será zero.

Art. 127 — Propagação conjunta

Intervalos do campo preservarão dependência entre clubes e sistemas.

Art. 128 — Ordem parcial

Sobreposição material de intervalos autorizará empate metodológico ou ordem parcial.

Art. 129 — Auditoria computacional

Hash de dados, código, configuração, ambiente, semente e logs acompanharão cada execução.

Art. 130 — Calibração cega

Identificadores opacos e separação entre calibração e ranking serão empregados quando viáveis.

CAPÍTULO X — VALIDAÇÃO

Art. 131 — Origem móvel

Validação será estritamente cronológica, por origem móvel ou expansiva.

Art. 132 — Partição aleatória

Partição aleatória que misture passado e futuro será proibida.

Art. 133 — Log loss

Escore de ignorância/log loss será métrica preditiva primária.

Art. 134 — Métricas secundárias

Brier, RPS, calibração, cobertura e estabilidade serão publicados.

Art. 135 — Acurácia

Acurácia da classe mais provável não decidirá isoladamente o modelo.

Art. 136 — Benchmarks

MRDH será comparado aos benchmarks predefinidos, inclusive EEC e Poisson.

Art. 137 — Estratificação

Resultados serão reportados por era, sistema, nível, mando e regime informacional.

Art. 138 — Critério proibido

Rankings desejados, títulos, finalistas e pontuação IHFB não poderão selecionar parâmetros.

Art. 139 — Robustez

Dependência material de especificação será refletida no ROB-FCP e nos intervalos.

Art. 140 — Caderno técnico

Implementação e parâmetros serão publicados em Caderno Técnico do MRDH antes da aplicação valorativa.

CAPÍTULO XI — ERAS, RELAÇÕES E REVISÃO

Art. 141 — Ruptura

Era ou parâmetro distinto exigirá causa histórica e evidência estatística ou documental.

Art. 142 — Década

Década ou data redonda não constituirá ruptura automática.

Art. 143 — ARC

Abrangência não será absorvida por FCP.

Art. 144 — SAC

Seletividade de acesso não será absorvida por FCP.

Art. 145 — DCT

Formato, chave e caminho ao título não serão absorvidos por FCP.

Art. 146 — IPC e PCE

Prestígio e prioridade não serão pesos de resultado no MRDH; NCE será a única entrega direta ao PCE-N.

Art. 147 — IFE

Qualquer intercâmbio entre FCP e IFE terá controle explícito de circularidade e evidência residente.

Art. 148 — Estrato vertical

FCP não reclassificará competição inferior como elite.

Art. 149 — Revisão

Revisão futura exigirá erro, nova evidência, incoerência ou contradição, com regra anterior, regra nova e impacto esperado.

Art. 150 — Congelamento futuro

Este Regulamento integra a metodologia congelada do IHFB e somente poderá ser revisto nos termos do Art. 149.


19. Decisões aprovadas e congeladas no Bloco 5

As 75 decisões abaixo integram a versão 1.0 aprovada e congelada. Nenhuma delas atribui pontos ou antecipa o efeito sobre clubes ou competições.

  1. FCP medirá força esportiva contemporânea, e não grandeza histórica acumulada.
  2. A unidade principal será competição–edição e a elementar clube–T0-FCP.
  3. O T0-FCP será único e anterior à primeira partida da edição integral.
  4. Resultados de qualquer competição posteriores ao T0-FCP serão proibidos no retrato daquela edição.
  5. Fases preliminares integrantes da edição determinarão o mesmo T0-FCP.
  6. Qualificatória autônoma e torneio principal poderão ter cortes próprios conforme o Bloco 1.
  7. Participantes confirmados depois serão avaliados pelo estado que possuíam no T0-FCP.
  8. O FCP principal usará somente partidas oficiais competitivas de equipes adultas principais.
  9. Elegibilidade da competição para pontuar e utilidade da partida como evidência permanecerão distintas.
  10. Amistosos serão excluídos do principal e admitidos apenas em modelo-sombra de sensibilidade.
  11. Walkovers e placares administrativos sem jogo serão excluídos como evidência esportiva.
  12. Em partida concluída e depois anulada, o resultado em campo poderá ser usado com marcador de controvérsia.
  13. Resultado após prorrogação será usado e pênaltis serão tratados como desempate posterior a um empate.
  14. Jogos de ida, volta e replay serão observações próprias, sem criar observação de placar agregado.
  15. O MRDH principal usará vitória–empate–derrota e deixará gols para o validador Poisson.
  16. Mando e campo neutro serão modelados por contexto histórico.
  17. Partidas oficiais terão status probatório inicial comum, sem multiplicador de prestígio ou fase.
  18. Volume de partidas reduzirá incerteza, mas não produzirá bônus direto.
  19. Cada partida obedecerá ao Cadastro Mínimo de Partida com fonte e versão.
  20. Continuidade de rating exigirá continuidade institucional e esportiva do clube.
  21. O MRDH-IHFB será o modelo principal.
  22. O MRDH pertencerá à família logística ordinal/Bradley–Terry com empates explícitos.
  23. A força será decomposta em nível do sistema e desvio do clube.
  24. A força variará continuamente no tempo, sem janela rígida universal.
  25. Inatividade aumentará incerteza e regressão ao sistema, sem punição de grandeza.
  26. Clubes novos serão inicializados no sistema/estrato com intervalo amplo e sem fama.
  27. Promoção e rebaixamento não gerarão bônus ou desconto administrativo automático.
  28. Ruptura de elenco afetará primeiro a incerteza e o modelo-sombra, não permitirá ajuste manual.
  29. Ratings de jogadores permanecerão auxiliares na versão inicial.
  30. Valor de mercado será excluído do FCP principal e não retroprojetado.
  31. Os hiperparâmetros serão escolhidos por validação probabilística cronológica e mascarada.
  32. A calibração global anonimizada de parâmetros universais será permitida, com versão estritamente causal obrigatória em sensibilidade.
  33. A estimação de cada estado em T0-FCP jamais usará resultado futuro do clube.
  34. Edições sem aquecimento suficiente receberão incerteza ou FCP-PD, não preenchimento pelo futuro.
  35. Cada DFC terá Espelho Elo Causal sem margem de gols ou peso de prestígio.
  36. Modelos Poisson serão validadores onde houver placares completos.
  37. Rankings institucionais serão comparadores externos, não FCP importado.
  38. Modelos whole-history serão proibidos no FCP principal.
  39. O Grafo Comparativo Histórico e seus diagnósticos serão obrigatórios.
  40. GCC-A a GCC-D medirão comparabilidade e não força.
  41. Uma ponte isolada exigirá incerteza e teste de remoção.
  42. Regimes RI-1 a RI-4 limitarão o tipo de saída admissível.
  43. Em rede desconectada, o IHFB aceitará FCP local, intervalo ou ordem parcial em lugar de um ranking total.
  44. A normalização será contemporânea e não afirmará superioridade física absoluta entre eras.
  45. UCM-FCP, BRC-FCP e CPE permanecerão universos separados.
  46. A BRC-FCP será externa ao torneio e definida estruturalmente antes do perfil.
  47. Divisões inferiores permanecerão referidas ao estrato superior pertinente.
  48. REN contra o Clube Mediano de Referência será a medida intuitiva principal.
  49. DRC e percentil serão saídas complementares, sem virar pontos agora.
  50. Quantis usarão o método inclusivo compatível com planilhas e campos pequenos exibirão todos os valores.
  51. O perfil terá exatamente TOPO, CENTRO, PROFUNDIDADE, BASE e DISPERSÃO.
  52. O máximo isolado não poderá representar sozinho a força do campo.
  53. Dispersão será diagnóstica, sem prêmio automático por equilíbrio.
  54. Coortes serão formadas por entrada regulamentar, nunca por semifinalistas ou finalistas reais.
  55. Substituições posteriores usarão o rating do substituto congelado no T0-FCP.
  56. FCP-R e FCP-E serão publicados quando desistência ou vaga vazia alterar materialmente o campo.
  57. AER será registrada sem desconto autônomo duplicado.
  58. NCE-FCP usará intervalo simultâneo familiar de 95% em relação ao participante de topo.
  59. Em rede incerta, o NCE será conservador ou pendente, não decidido por reputação.
  60. QFCP-A a QFCP-D permanecerão separados do nível de força.
  61. Dados ausentes usarão NA, ND, NC, PD e CONT, nunca zero.
  62. Intervalos do campo preservarão dependência entre participantes e sistemas.
  63. Empates metodológicos e ordens parciais serão resultados legítimos.
  64. Log loss será a métrica de validação principal, com Brier e RPS secundários.
  65. Validação aleatória que misture passado e futuro será proibida.
  66. O desempenho preditivo será divulgado por era, sistema, nível e regime informacional.
  67. Nenhum parâmetro será escolhido para aproximar rankings intuitivos ou favorecer clubes.
  68. O Caderno Técnico do MRDH executará mecanicamente o protocolo congelado antes da aplicação valorativa.
  69. Rupturas históricas exigirão evento verificável e validação, nunca apenas década redonda.
  70. FCP continuará separado de ARC, SAC, DCT, IPC, PCE e estrato vertical.
  71. A troca de informação entre FCP e IFE terá controle leave-one-out ou separação de evidência.
  72. O próprio IHFB será insumo proibido do FCP.
  73. Nenhum perfil será convertido em peso antes do Bloco 14.
  74. NCE, BRC, dinâmica, pontes, elencos e modelos serão submetidos à sensibilidade no Bloco 15.
  75. Qualquer revisão posterior obedecerá ao controle de versões e à proibição de ajuste por resultado.

20. Registro de fontes

Fonte, data e instituição Dado relevante Interpretação metodológica do IHFB
FIFA — Men’s Ranking Procedures, atualização de 13 mar. 2026 O método SUM atualiza pontos a partir do total anterior e da força relativa esperada dos adversários Demonstra uso institucional de atualização dinâmica e correção pela força do oponente; não será importado porque a FIFA adota finalidades e ponderações próprias
CBF — Ranking Nacional de Clubes 2026, 24 dez. 2025 O RNC usa participações nas Séries A–D e Copa do Brasil nos cinco anos anteriores, segundo convenção própria Serve como comparador institucional brasileiro; a janela de cinco anos e os pontos por competição não serão confundidos com força corrente neutra
UEFA — cálculo dos coeficientes das associações, texto do Anexo D Usa cinco temporadas, resultados de competições UEFA, bônus e média por participantes; pênaltis não contam como resultado Sustenta distinção entre coeficiente de acesso/seeding e rating de força; corrobora tratamento separado de pênaltis
UEFA — Anexo D.4, coeficiente de clubes 2026/27, 2026 O coeficiente acumula cinco temporadas e pode aplicar piso de 20% do coeficiente da associação Mostra solução hierárquica institucional, mas também que coeficientes incorporam regras funcionais incompatíveis com importação automática
Held e Vollnhals — “Dynamic rating of European football teams”, 2005, IMA Journal of Management Mathematics Modelo logístico cumulativo com força variável no tempo, cinco ligas, partidas internacionais e vantagem de mando específica Fundamenta rating dinâmico, ligação ordinal, conexão entre ligas e mando contextual
Hvattum e Arntzen — “Using ELO ratings for match result prediction in association football”, 2010, International Journal of Forecasting Usa ratings Elo derivados de desempenho passado em modelos de previsão de resultados Fundamenta o Espelho Elo e o uso de validação preditiva; não resolve sozinho hierarquia e incerteza histórica
Lasek, Szlávik e Bhulai — “The predictive power of ranking systems in association football”, 2013 Compara sistemas de ranking por poder preditivo e encontra forte desempenho de variantes Elo Sustenta comparação de modelos por previsão fora da amostra em vez de aderência a reputações
Ley, Van de Wiele e Van Eetvelde — “Ranking soccer teams on the basis of their current strength”, 2019, Statistical Modelling Compara dez modelos Thurstone–Mosteller, Bradley–Terry e Poisson com depreciação temporal; modelos Poisson tiveram melhor RPS no estudo Fundamenta conjunto de validadores, depreciação temporal e necessidade de comparar famílias, sem presumir superioridade universal
Arntzen e Hvattum — “Predicting match outcomes ... using team ratings and player ratings”, 2021, Statistical Modelling Ratings de equipe e de jogadores possuem conteúdo preditivo; a combinação pode acrescentar informação Sustenta ratings de jogadores como complemento moderno e não substituto universal
Gerken et al. — “The issue of sparse networks in sports competitions”, publicado em 12 jan. 2026, Journal of the Operational Research Society Testa Elo em redes esparsas e fragmentadas; adaptação consistente por liga melhora precisão quando os dados são limitados Fundamenta efeitos de sistema, diagnóstico de rede e validação específica em baixa disponibilidade
Yan — “Ranking in the generalized Bradley–Terry models when the strong connection condition fails”, 2014/2016 A existência do estimador de máxima verossimilhança depende de forte conectividade do grafo; propõe solução penalizada Fundamenta GCC, regularização e proibição de tratar desconexão como comparabilidade segura
Hothorn, Bretz e Westfall — “Simultaneous Inference in General Parametric Models”, 2008, Biometrical Journal Comparações múltiplas sem ajuste ampliam a probabilidade de ao menos um erro; intervalos simultâneos controlam o erro global Fundamenta o intervalo simultâneo do NCE-FCP, em lugar de várias comparações individuais descoordenadas
Coulom — Whole-History Rating, 2008 Modelo dinâmico Bradley–Terry estima toda a trajetória conjunta e pode melhorar previsão em relação a métodos incrementais Demonstra valor técnico do modelo, mas também justifica sua exclusão do FCP principal quando a trajetória futura informa estados passados
Wheatcroft — “Evaluating probabilistic forecasts of football matches”, 2021, Journal of Quantitative Analysis in Sports Questiona o RPS e encontra melhor desempenho do escore de ignorância em seus experimentos Fundamenta log loss como métrica principal e RPS/Brier como métricas secundárias, evitando dependência de uma regra única
Wunderlich et al. — “Almost a lottery: the influence of team strength on success in penalty shootouts”, 2020 Examina a influência limitada da força de equipe em disputas por pênaltis Corrobora tratamento do pênalti como desempate separado, sujeito a sensibilidade
OECD/JRC — Handbook on Constructing Composite Indicators, 2008 Recomenda quadro teórico, normalização, tratamento de ausências, análise multivariada e sensibilidade Fundamenta separação de dimensões, documentação da normalização e adiamento da agregação final
RSSSF Brasil — Resultados Históricos, acesso em 13 ago. 2026 Reúne resultados históricos por estados e temporadas, com ampla cobertura e variações de completude Será base estatística de localização e conferência subordinada a fontes superiores; não autoridade final em controvérsias

Nota sobre as fontes

As fontes acima sustentam a arquitetura de mensuração. Elas não atribuem força a nenhum clube nem peso a nenhuma competição.

Na aplicação futura, toda partida e toda ligação entre sistemas exigirão fontes próprias. Bases estatísticas reconhecidas poderão acelerar a coleta, mas resultados controversos e decisões estruturais serão conferidos em documentos institucionais ou contemporâneos sempre que disponíveis.


21. Relação com os próximos blocos

Com sua aprovação e congelamento, o Bloco 5 entrega:

  • ao Bloco 6, o MRDH, o GCH e os controles necessários para construir o Índice de Força Estadual sem presumir hierarquia fixa;
  • ao Bloco 7, perfis de força e coortes para regionais e interestaduais;
  • aos Blocos 8 a 10, a mesma escala causal para nacionais, continentais e intercontinentais;
  • ao Bloco 11, o NCE-FCP necessário à agregação de PCE-N e à futura análise de colocações;
  • ao Bloco 13, marcadores de crise, desistência, substituição, desconexão e controvérsia;
  • ao Bloco 14, um perfil distributivo e intervalar, ainda sem coeficiente;
  • ao Bloco 15, um conjunto explícito de parâmetros, modelos-sombra e regras alternativas para sensibilidade;
  • ao Bloco 16, código, dados, Caderno Técnico e versão a congelar antes da aplicação.

Fim do regulamento aprovado — Bloco 5, versão 1.0.